quarta-feira, maio 04, 2011

Quando vamos ficando velhos...

Tenho certeza que já aconteceu com muitas outras pessoas o que vive acontecendo comigo recentemente. Sempre que me perguntam: Quantos anos você tem? - E eu respondo 28, as pessoas abrem a boca em espanto, falam que não acreditam, costumam dizer que não imaginavam que eu tivesse mais do que 20, 21. Que bom! Também acho estranho estar chegando perto dos 30, tendo ainda amigas do primário, do ensino médio, do primeiro prédio que morei e de todos os outros. Talvez essa seja a fórmula da juventude.

Me sinto como se fosse Peter Pan, vivendo na Terra do Nunca. Os mesmos amigos de infância, as mesmas brincadeiras, as risadas e fococas e as conversas... E é legal ter sempre por perto esse mundo da juventude que parece nunca ter ido embora. 

O problema é que nem tudo que parece é. Realmente quando o trabalho nos deixa dar um tempo, podemos rever os amigos e tudo voltar a ser como era antes. Mas cada vez que os 30 anos se aproximam, esse tempo vai ficando mais e mais distante. São muitas agendas para poder acertar os horários e marcar uma viagem rápida para a Terra do Nunca.

Percebemos que o tempo está passando e que estamos ficando velhos quando vemos nossos amigos indo embora para outras cidades, estados, ou até mesmo países para trabalhar. Quando abrimos mão de uma conversa com os amigos e de uma cervejinha gelada, para ir à uma reunião com clientes. Quando achamos o primeiro, segundo, terceiro (e aí não para mais) fios de cabelo branco. E para emagrecer então? Nosso metabolismo vai ficando mais lento, preguiçoso... e com isso a barriga cresce e a gente não tem mais aquela forma linda da adolescência! Percebemos também que nossa vontade de casar, de ter a nossa casa, fica maior a cada dia. E é claro, também passamos a ter vontade de ser mãe.

É nesse momento que começamos a sentir uma certa nostalgia, uma vontade de arrumar as malas e voltar para a Terra do Nunca. Aquele lugar em que todos os amigos se encontram e não precisam mais ir para longe. Dá saudades das aulas na escola, da preocupação com o boletim, do play do prédio, das festas americanas e de todos os amores platônicos. Saudades da melhor amiga que sempre dormia na sua casa, ou você na casa dela. Das descobertas, das matinês e até mesmo de Carrossel, Chaves e Chapolim.

Quando a gente sente esse tipo de saudade, é quando percebemos que estamos ficando velhos e que o tempo não para nunca. Não para enquanto você trabalha, quando dorme, nem quando fica estressado. E a nostalgia é grande, porque sabíamos viver bem melhor quando éramos mais novos... Sabe por que? Porque a gente gostava de descomplicar tudo! Nada era verdadeiramente impossível de fazer e não nos importávamos com o que os outros iriam achar se fizéssemos isso ou aquilo. A vida era bem mais fácil.

Com os 30 anos, a gente se preocupa mais. O número de chatos e pessoas aborrecidas ao nosso redor, aumentam. O estresse cresce junto. Ser adulto é complicado.

Para tentar diminuir esse tictac do relógio do tempo e não ficar paranóica com a chegada dos meus trinta anos, decidi descomplicar as coisas, como fazia quando era mais nova. Afastar as pessoas chatas e pessimistas e não ficar tão preocupada com aquilo que ainda não tem solução. Com os amigos que vão para longe, escrever cartas no lugar dos e-mails. As cartas fazem as pessoas estarem mais próximas do que uma tela fria de computador. Um vinho depois de um dia cheio de decisões e um pôr-do-sol depois de madrugar para resolver problemas do trabalho. Simplificar, acho que é isso. 

"Então venha comigo, onde nascem os sonhos, e o tempo nunca é planejado. Basta pensar em coisas alegres, e seu coração vai voar nas asas, para sempre, na Never Never Land!" Peter Pan

terça-feira, abril 26, 2011

O amor e a adrenalina

Ah essa adrenalina... Já não é de hoje que ela é assunto principal em algumas conversas e motivo de risadas, desespero, conselhos, entre outras coisas mais. Esse frio na barriga que por tantas vezes me perturbou, me deixou sem chão e sem saber como agir, vejo também cutucar o coração e o estômago de outras pessoas próximas a mim e fico pensando - que conselho dar?!

Quantas vezes ouvi alguém falando - "Esquece isso!"; "O quê? Como assim frio na barriga? Você vai é arrumar problema! Isso não existe..."; ou ainda o mais tradicional - "Isso é fogo de palha"; "Isso é paixonite"... Isso não é nada disso... Não adianta ninguém falar, só sabe o que é esse frio na boca do estômago, quem já passou pela sensação de ter mil borboletas batendo asas na barriga. Só sabe o que é isso, quem já teve ou quem encontrou a sua adrenalina. Lamento informar, mas essa é a verdade.

Mas o que seria essa adrenalina? Diferente do amor, ela não se constrói com o tempo, com o carinho, com palavras, com gestos... Ela simplesmente existe. Está sempre alí. É a química da pele, é aquele olhar que faz tremer, é o tempo que não apaga nunca aquele sentimento que não sabemos dizer qual é, é reconhecer o perfume da pessoa e no mesmo instante reviver um momento com aquele alguém. A Adrenalina é aquele alguém que vai estar sempre alí, não importa o que aconteça, não importa o lugar que você vá, nem com quem você está. Não importa se você ama ou odeia aquela pessoa. Nem o que ela fez de bom ou ruim. Se ela for a adrenalina, ela é e ponto final. Vai tentar entender? É difícil... bem difícil.

Mas o que acontece quando você encontra a sua adrenalina? Bom, tem certeza que você quer mesmo saber? A sorte é de quem encontra e permanece com ela. Posso dizer que eu encontrei, me afastei e como não sabia como viver sem tudo aquilo, foi inevitável! Não teve namorado, família, amigos... que desse jeito! Meu primeiro amor, foi a minha adrenalina e eu fui atrás dela. Passei por cima de muita coisa para sentir tudo aquilo de novo. E hoje posso dizer que tenho o amor e a adrenalina em uma pessoa só. Que bom!

Só que nem sempre é assim. Tem vezes que você até tem um amor, mas a adrenalina...

Uma amiga minha está vivendo isso e por esse motivo, o assunto voltou! Imagina receber um convite de casamento da sua adrenalina ( e esse convite não ser o seu com ele!)?! Você namora, acha que está tudo indo muito bem com a sua relação, mas de repente... um convite, umas fotos... isso muda tudo! Como agir?! E o pior... Que conselhos dar?

Pois é... Nem toda adrenalina é igual, nem toda é fácil de resolver e nem todas as adrenalinas viram amor! Pelo menos, eu acredito nisso. E também lamento por isso. Um amor sem adrenalina pode até durar para sempre, mas vai faltar o frio na barriga, as risadas por qualquer motivo, aquela pele que te faz suspirar mesmo você já conhecendo ha mais de dez anos e aquela pessoa que você olha e se sente apaixonada como se fosse a primeira vez, todos os dias! 

Mas nem sempre a adrenalina é o verdadeiro amor... ela pode ser apenas a adrenalina. Vai entender, né?! O que quero dizer com tudo isso é que ninguém precisa surtar com um convite de casamento, com uma aparição na varanda da frente, nem com uma antiga lembrança. A Adrenalina é assim, vai sempre despertar os frios na barriga, mas não é o fim quando acaba, nem o recomeço quando fala um oi. Pode ser, como pode não ser. Tudo com a adrenalina, é difícil definir!

O que é certo, é que todo mundo passa por isso. Você não deve se lamentar. O meu conselho é sempre o de correr atrás para ver o que é ou não é, mas nem todo mundo pensa assim, nem todo mundo quer isso ou mesmo tem coragem. Só não lamente se você não foi descobrir se a sua adrenalina também era a sua paixão. Se passou da hora, deixe ficar apenas na lembrança. Vai sempre doer, mas ao mesmo tempo, vai ser sempre uma boa lembrança. Frios na barriga não fazem mal a ninguém!

Eu fui atrás, deu certo, como poderia não ter dado! Pessoas sofrem, namoros acabam... tem que pensar se tudo isso vale a pena! Se está disposta (o)... vai atrás! Mas se for além do que você consegue fazer, além dos seus limites... deixa que vire uma história, ou que o destino se encarregue dele! Quem sabe? Ainda não consegui definir se adrenalina pode ser o mesmo que destino. Pode ser... Ou não! Quem vai saber?! Quem sabe se lá na frente... você por acaso não encontra a sua adrenalina em uma fila de banco, já velhinhos, já viúvos?! Ou de tantas outras maneiras? O mundo é incerto. A vida é incerta. O amor é incerto! A adrenalina é real! hahahahahahha... Pelo menos, é o que eu acho!

E viva a adrenalina e a coragem de quem vai atrás. Ou viva a adrenalina e o destino que pode agir a favor dela. Ou ainda... Viva a adrenalina e as lembranças de um beijo, de mãos dadas, do primeiro namorado... do primeiro amor!

Adrenalina e amor podem ou não caminhar lado a lado. Depende das escolhas, da coragem e da vida! Todo mundo pode viver sem adrenalina, mas não sem amor. Mas... "o coração tem razões que a própria razão desconhece." Não seria o coração bombeado pela adrenalina? É um caso a se pensar!

quinta-feira, abril 14, 2011

Alguma coisa precisa mudar...

Não podemos mais falar no celular no banco - "Por questão de segurança";

Não podemos mais passar pelas portas laterais do Campo de São Bento que ficam fechadas durante a semana - "Por questão de segurança";

Não podemos mais ir ao Parque da Cidade depois das 17h - "Por questão de segurança"...

Já imagino o dia que vão falar para não sairmos mais de casa - "Por questão de segurança!"

 É assim que se resolve o problema?

sexta-feira, março 04, 2011

Carnaval!

Enfim chegou o carnaval! Hora de arrumar a mala e colocar o pé na estrada! Adoroooo!!!!

Amigos, cerveja, churrasco, praia, peixada, meu amor...

Mais cerveja.

Mais amigos.

É carnaval, né?! =)

Bom feriado para todos!

quinta-feira, fevereiro 03, 2011

Ah... Meus 28 anos

Já completei 28 anos. Já brinquei que era a Xuxa, que meu armário era a nave e minhas amigas o público. Já peguei os perfumes da minha mãe e junto com meus amigos fui vender pela grade do prédio, gritando para as pessoas que passavam pela rua (rs). Já brinquei de ser Changeman e de ter um esconderijo secreto. Já ralei o joelho e tive medo de lavar e arder. Já descobri que coelhinho da páscoa não existia, porque minha mãe não viu que eu já tinha achado e comido a orelha do coelho de chocolate que ela tinha comprado e foi aquele mesmo que ela colocou embaixo da cama. Já tive um pintinho, daqueles que davam no final das feiras de filhotes. Já tive um peixe beta. Já tive um cachorro lindo, o Trovão. Já escrevi uma história que a Bia Bedran contou em seus shows.

Já subi no alto da cachoeira Véu da Noiva, em Itatiaia e mesmo morrendo de medo, me molhei na primeira queda dela. Já desci o Pontal do Atalaia, em Arraial do Cabo e morri de medo daquela trilha. Já fui no playcenter, parque do Gugu e Parque da Mônica em São Paulo. Já comi moqueca na Bahia, Fondue nas Serras Gaúchas, vinho na Argentina e cerveja na Região dos Lagos. Já falei com Papai Noel em Gramado, fiz noitada em Belo Horizonte e fiquei apaixonada pelo sotaque de todo mundo em Porto Alegre. Já desci as dunas de Natal (maravilhosas!), peguei onda na praia da Costa em Vila Velha e me afoguei em Búzios. Já desci no escorrega das escadas no hotel Fazenda São Moritz. E mesmo tendo pavor, já andei muito, muito de avião.

Já conheci Fidel Castro e cheguei pertinho dele. Já conversei com muitos dos meus ídolos. Já conheci a Xuxa, Zico e Dercy Gonçalves. Já fiz um gol no Engenhão! E já pisei no Gramado do Maracanã e do Mineirão. Já almocei no Gero. Já comi podrão quando saí da noitada. Já chorei porque fiquei com pena de um mendigo. Já tive amor platônico e também amor de verão. Já escrevi cartinhas anônimas. Já briguei com uma amiga. Já briguei com um amigo. Já me apaixonei por um amigo. Já repeti de ano e também falsifiquei boletim na hora de entregar para minha mãe.

Já joguei taco, banco imobiliário, jogo da vida, cara-a-cara, perfil, morcegos equilibristas, sobe e desce, uno, pique-esconde, pique-cola, pique-alto, pique-fruta e tantos outros jogos. Já brinquei de polícia e ladrão. Já vi estrela cadente. Já plantei feijão em pote de danoninho. Já fiquei horas olhando a lua e o pôr-do-sol. Já fiquei muitas vezes conversando com amigas até o dia nascer. Já tomei um porre. Já bebi cerveja alemã, belga, japonesa, argentina, americana... E já bebi a Delirium Tremens, mas não vi o tal elefante cor de rosa. Já fiz cursos de vinho. 

Já conheci o Projac e muitos bastidores e camarins de teatros. Já trabalhei no Flamengo. Já dei uma palestra na Universidade Estácio de Sá. Já montei um site de futebol escrito só por mulheres. Já escrevi um livro. Já trabalhei com muitas produções culturais. Já fiz assessoria de imprensa do Cidade Negra. Já produzi um espetáculo sozinha. Já levei uma peça do Domingos de Oliveira para Friburgo. Já acabei o inglês. Já acabei o espanhol. Já acabei o Italiano.

Já li todos os livros da Rosamunde Pilcher e já tive a grata surpresa de receber o filme de um dos livros dela na minha casa, de uma pessoa que eu não conhecia e que acabou virando uma pessoa querida. Para retribuir o gesto, já copiei o DVD e passei para outra menina que eu também não conhecia, mas que era apaixonada pela autora. Já cantei em videokê e Karaokê também. Já comprei todos os CDs do João Suplicy e ganhei dedicatória em todos. Já ganhei uma camisa do Flamengo autografada por todos os jogadores. Já subi no trio elétrico, no primeiro dia do ano e fiz uma declaração de amor (rs). Já fiz amigos bebendo cerveja, água, refrigerante, ou vinho. Já fiz amigos de amigos virarem meus amigos. Já fiz amigos virtuais, virarem amigos reais.

Já encontrei o amor da minha vida, a minha alma gêmea. Já escolhi o homem que eu quero casar e ter os meus filhos. Já escolhi o nome desses filhos. Hoje, no meu aniversário de 28 anos, tenho a certeza de que já fiz muitas e muitas coisas que nunca vou esquecer. Mas tenho a certeza também de que muitas outras experiências ainda estão por vir e que ainda tenho muitas pessoas para conhecer. Mas quero agradecer a todos os amigos que estiveram presentes comigo desde que me entendo por gente, aos amigos da faculdade por todo o carinho, aos amigos que estão distante por nunca perderem o contato, aos amigos estrangeiros por sempre mandarem um oi de qualquer lugar do mundo, a minha família por sempre acreditar e apostar em mim e nos meus projetos e ao meu amor, por me fazer a pessoa mais feliz do mundo.

Feliz aniversário para mim!

"Eu quero amor decidindo a vida"

terça-feira, fevereiro 01, 2011

Ah... Minha Buenos Aires Querida!

Hola! =)

Já que vou falar da Argentina, nada como começar com uma saudação dos hermanos! Saudação que dá saudades de escutar. Já completou um ano que voltei de um passeio em Buenos Aires e a vontade de voltar para aquele lugar é maior a cada dia. Quem conhece, provavelmente também se apaixonou. Sem a tão falada rivalidade entre brasileiros e argentinos, o que se vê pelas ruas, bares, pontos turísticos ou não, são pessoas simpáticas e sempre prontas para dar uma explicação.

Em sete dias que estive por lá, não esbarrei com nenhum cidadão que me olhasse de cara amarrada. Muito pelo contrário, quando dizia ser do Brasil, eles puxavam assunto, principalmente sobre futebol e samba. Na verdade, se eu posso dizer que não gostei de alguma coisa em Buenos Aires, digo que foi a quantidade de Brasileiros que estavam por lá. Chegava a ser chato só ouvir português na Florida. Decidi então, conhecer os pontos turísticos em um dia e nos demais, conhecer os lugares que os moradores de lá frequentam e com isso tive uma grata surpresa.

De turístico, conheci o Café Tortoni, que odiei! Realmente aquele lugar tem história, é lindo por dentro, mas só tem turistas. O atendimento não é lá essas coisas, tem fila na porta e o precinho é bem salgadinho, não vale pelo sabor. Se eu não tivesse conhecido em seguida o Las Violetas, talvez não reclamasse tanto do famoso Tortoni. Mas essa segunda confeitaria não deixa nada a desejar e você além de ser bem tratado, pode contemplar lindos vitrais e comer docinhos (de cortesia da casa!) divinos! Ah... E o melhor ouvir apenas os argentinos falando.

O Tango que conheci, também não deixa de ser de turistas, mas é M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O! A começar pela casa de espetáculos, o Sr Tango não peca em nada! Cheio de detalhes e com um show de duas horas de fazer até mesmo chorar. Música, dança com um pouco de teatro! Até cavalos entram em cena e no teto, estrelas parecem piscar. Lindo, lindo, lindo!

Quanto aos restaurantes, uma coisa é certa: Não deixem de conhecer o El Mundo! Não é "para turistas" e por isso, ele é barato e muito, muito gostoso!! Não resisti e repeti a dose, fui lá três vezes! Comida boa, vinho maravilhoso e um garçom muito educado, que só porque éramos brasileiros decidiu fazer uma caipirinha de presente... É para voltar mais e mais vezes. Ah... e é claro que resisti ao Mc Donalds e ao Burger King! Isso dá para comer qualquer dia perto de casa.

E o que dizer da noite de Buenos Aires? Ah... que maravilha! Sentar em um barzinho em Palermo Soho e beber a Quilmes até às 2h da manhã, esperando a boate abrir para dançar, é viver a noite daquela cidade. O detalhe é que não fui na mais conhecida que fica em Puerto Madero e que também é cheia de brasileiros. Fui na Brujas, uma boate grande e com músicas bem diversificadas.

Mas se eu tivesse que eleger o lugar que mais gostei de conhecer, posso dizer que foi um barzinho (mais no estilo pub), no meio de Palermo, sem estar no centro dos barzinhos de Palermo Soho e Hollywood, mas em um lugar que só mesmo quem mora ali conhece. Foi lá que eu descobri que os argentinos adoram os brasileiros, adoram samba, caipirinha e são muito, muito simpáticos! Nos receberam de braços abertos e nos deixaram com vontade de voltar sempre! Você descobrir em Buenos Aires, um barzinho meio que escondido, sem turistas e com um grupo (apenas de argentinos) tocando samba, é um achado! Eu adorei!

Ah... e se alguém pensar: Ué, mas você não disse que não queria ver brasileiros na Argentina, como vai parar em uma casa de samba? Eu respondo: Não é sempre que escutamos um:  "Deixo a vida me levar, vida leva eu" com um sotaque tão diferente, né? E é isso que eles fazem todas as quintas no Foynes Bar. É nossa música, mas é a rotina deles!

Se for para conhecer os lugares que só os brasileiros estão lá para conhecer, ou lugares que existem na nossa cidade (Burger King, Mc Donalds, e etc...) é mais fácil e mais barato passear por aqui mesmo. Para mim, viajar é conhecer as pessoas, as rotinas e a cultura do lugar... É isso o que eu mais amo! E você?

Ps: O vídeo não está com uma qualidade boa, mas é legal escutar o sotaque do grupo cantando a nossa música!

segunda-feira, janeiro 31, 2011

Vamos para a cozinha!

Depois que vi que cozinhar não é um bicho de sete cabeças, passei a me arriscar mais na cozinha e até mesmo a gostar bastante de aprender mais e mais receitas. Estou em busca do livro Julie & Julia para roubar algumas receitinhas de lá e tentar fazer. Confesso que foi esse filme que me inspirou a fazer alguma coisa além de ovo frito no fogão.

Nesse final de semana, resolvi "criar" alguma coisa sem receita. Lógico que não foi uma obra de arte exclusiva. Com certeza existem pratos (com receitas!) parecidos com o meu, mas o que fiz nesse domingo foi por inspiração.

Será que vai ficar bom? Minha mãe ainda não havia provado nenhum dos meus pratos, já que todas as vezes que cozinhei, ela estava viajando. Mas ontem seria a primeira vez e logo com uma receita inventada por mim. Não é que ficou gostoso? E o que eu achei que duraria a semana inteira, acabou em poucos minutos. Sucesso!

Querem a minha receita? Vamos lá!

- "Batata Rosti da Nanda" -

Ingredientes:

5 batatas grandes
Sal
Catupiri
Mozzarella
Salsicha picante
Bacon
Polpa de tomate (usei da marca Paganini, que já vem com cebola e manjericão)
2 Dentes de alho
1 cebola
1 Tomate
Margarina

Preparo:

- Colocar as batatas para ferver por aproximadamente 10 minutos
- Depois, esperar as batatas esfriarem para ralar em tirinhas como as tiras da batata rosti 
- Forrar o tabuleiro com papel alumínio e colocar uma camada com as batatas raladas
- Passar um pouco do Catupiry nas batatas raladas e acrescentar sal.
- Espalhar o molho nas batatas

Molho:
Partir meia tirinha de bacon em pedaços bem pequenos e fritar com azeite por aproximadamente 1 minuto.
Depois, acrescentar o alho e a cebola já picados e esperar até refogar.
Acrescentar a salsicha, o tomate picado e duas colheres de sopa cheias da polpa de tomate.
Colocar sal a gosto
Misturar bem os ingredientes

- Colocar a segunda camada das batatas raladas
- Passar um pouco de margarina na parte de cima da batata para dourar

Ps: As batatas raladas tanto da parte de baixo, quanto da parte de cima, devem ficar juntinhas, para o molho não sair do meio. Apenas a batata deve aparecer. As camadas de batata ralada devem ser grossas. 

- Pré-aquecer o forno por 10 minutos.
- Depois de fechar a batata com a segunda camada, cobrir com o papel alumínio e levar ao forno (com temperatura por volta de 190º) por aproximadamente 1h.
- Após 1h, tirar a parte de cima do papel alumínio e colocar tirinhas de mozzarella para gratinar.
- Deixar mais 10 minutos sem o papel alumínio e depois retirar do forno.

Bom... é essa a minha receita! Me desculpem pela falta de prática para escrever o passo a passo. Qualquer dúvida que tenham é só perguntar por aqui ou pelo twitter @nandabelem, que eu respondo! Ficou uma delíciaaaaa. Apesar de ser um prato com bastante calorias, é bem gostoso para comer em um final de semana qualquer. Ah... e não tem a fritura da Batata Rosti original, não é verdade? hehehhe

Boa sorte para quem for arriscar! E "bon appetit" para quem for comer! =)

terça-feira, janeiro 18, 2011

Os Livros e eu

Mais uma vez estou aqui para falar sobre livros! Não tenho como negar, eles são a minha grande paixão, o meu vício. Não passo um diazinho sem ler pelo menos um capítulo do livro da vez. Dessa forma, acho que vou conseguir cumprir a minha meta de 2011, que é ler até o dia 31 de dezembro 100 livros. Até o momento, já passaram pelas minhas mãos sete deles e é sobre o último o meu post de hoje.

Depois de Comer, rezar, amar e de Comprometida, que foram os últimos que escrevi aqui, li também O Diário de Anne Frank; Bilionários Por Acaso (o do Facebook - Muito bom!!!); O Pequeno Príncipe (que eu adoro reler todo ano!), A Cidade do Sol (Maravilhoso!!); As Mentiras que os Homens contam (divertido!) e o que acabei de ler nesse minuto - Poppy King - Lições de Uma Rainha do Batom.

Estranho o título? Da primeira vez que o segurei na livraria Gutemberg, olhei, li a orelha, a sinopse e acabei deixando de lado para levar um romance da minha amada Barbara Delinsky. Naquele momento, os romances estavam em alta nas minhas escolhas de leitura e acabei deixando Poppy King largada nas prateleiras.

Mas o ano virou e eu decidi abandonar por um tempo Nora Roberts e a Barbara, para me dedicar a outros tipos de livros. Foi quando decidi que queria levar um de empreendedorismo para casa, que me lembrei "daquele dos batons". Procurei no lugar em que o havia abandonado meses atrás, mas não encontrei. Perguntei para um dos atendentes e começamos a procurar. Achamos o último, ou talvez o único exemplar da livraria. Feliz, levei a rainha dos batons para casa.

O que dizer do livro? Inspirador! Vale muitoooooo a pena a leitura, principalmente para todos aqueles (e principalmente aquelas) que querem montar uma empresa e ter o seu próprio negócio. Com as próprias experiências, a autora ajuda a montar um plano de negócios, fala sobre riscos, sobre sucesso e fracasso... enfim, é um livro bem completinho (e não cansativo!) sobre o mundo dos negócios. 

Além disso, recomendo mesmo a leitura desse tipo de livro! Eles são estimulantes! O próximo? A Cabeça de Peter Drucker. Depois digo o que achei.

Até breve!

sexta-feira, janeiro 07, 2011

Destruíram meu paraíso

Sempre que ia para Búzios já começava a sentir a expectativa desde quando começava a fazer as malas. A frase que lí em algum lugar (não me lembro se no site ou na entrada principal de Búzios) de Vinícius de Moraes "As feias que me perdoem, mas beleza é fundamental...", refletia exatamente como eu via o meu pequeno paraíso: Não existiam pessoas feias em Búzios. O astral daquele lugar iluminava qualquer um, deixava até o mais sem graça, bonito de verdade.

Claro que deveria ter um feinho aqui ou outro ali (aqueles que não entravam no clima de Búzios), mas no geral, as pessoas que caminhavam pela Rua das Pedras nas noites de verão, eram lindas! Cabelos modernos, roupas lindas, sandálias rasteirinhas e idiomas, muitos, muitos idiomas circulavam por aquela rua cheia de barzinhos maravilhosos. Me sentia como se estivesse em Ibiza ou Saint-Tropez e pensava que desde a época em que Brigitte Bardot vinha brilhar com sua beleza em Búzios, aquele lugar já era assim.

De dezembro até o carnaval você podia ir para aquele lugarzinho especial da Região dos Lagos e desfrutar dos melhores hotéis, melhores restaurantes, melhores lojas de roupas e praias bem gostosas. Fazer amigos por lá parecia ser obrigação. Adorava almoçar ali mesmo na Rua das Pedras, em um restaurante maravilhoso que ficava de frente para o mar e servia um camarão deliciosooooooooo... Hoje, o meu restaurante favorito deu lugar a Pacha.

Outro lugar que jamais irá sair da minha memória dos melhores dias de Búzios era o barzinho (que dava medo) Takatakata. O que é Búzios sem aquele lugar inusitado, em que o dono (o brasileiro com cara de holandês Kaiser), vestido com um avental branco e uma bandana na cabeça, servia os melhores drinks da região? Quem nunca parou, juntou as mãozinhas  no vidro para olhar o que acontecia dentro do bar? O dono escolhia quem entrava, não era um bar para qualquer um, o que fazia aumentar ainda mais a expectativa - Será que hoje eu vou conhecer?

Mas infelizmente o dono do Takatakata, com todo a sua excentricidade, não está mais aqui na terra. Soube que ele sofreu um AVC e foi para o céu. Uma pena. Fico pensando com quem ficou o cachorro que o acompanhava durante todas as noites dentro do bar. Depois que faleceu, o bar foi embora junto. Destruiram aquele lugar inusitado de Búzios. E também fecharam as portas do Guapo Loco, levando embora seu Sex on the Beach super gostoso.  

Hoje, Búzios conta com boates de primeira: Privilege, Pacha e Búzios 40 graus. Por conta disso, andando pela Rua das Pedras, no lugar das rasteirinhas, passeiam as sandálias de salto alto, que vão tropeçando a cada passo, algumas até torcendo o pé.  

Nos últimos dias do ano dei uma passada no meu pequeno paraíso e descobri que aquele lugar perdeu a sua identidade, já não me encanta mais. Para onde foram as chilenas com seus cabelos super modernos e desfiados? E os Argentinos? E todas aquelas famílias de diversos lugares da Europa? E o principal: Para onde foram as sandálias rasteirinhas???? Será que a crise afastou todos os turistas e suas culturas?

Como bem observou minha amiga de twitter @Luana_Macedo, não foi nada disso que aconteceu. Na verdade, foi Manoel Carlos que fez com que todo mundo quisesse "Viver a Vida" e Búzios virou lugar de modinha. Deixou de ter a cara e o charme de Brigitte Bardot, para ter a cara da "Helena". Fazer o quê?

quinta-feira, dezembro 09, 2010

Comer, Rezar, Amar e Comprometida - Minha opinião

Um mês e quatro dias depois de ter comprado Comer, Rezar, Amar, decidi escrever a minha opinião  não só sobre esse livro, como também sobre a continuação que li depois - Comprometida. Como uma apaixonada por livros, leio muito rápido, aproveito todos os momentos em que tenho uma folguinha, para devorar mais páginas de livros - no ônibus, taxi, nas filas, enquanto espero alguém, ou antes de dormir. Por isso, não acredito nunca em uma pessoa que fala - Não leio porque não tenho tempo. - Mentira! Você sempre vai ter um tempo sem fazer nada e se tiver um livro na bolsa, esse é o momento ideal.

Mas o assunto de hoje não é quem lê ou quem não lê, o que quero falar de verdade é sobre a autora Elizabeth Gilbert e seus livros que viraram Best Sellers. Já contei aqui, no post anterior, como resisti antes de ler Comer, Rezar, Amar e a minha saga até finalmente me render ao livro. Como sou fiel aos autores que começo a ler, antes mesmo de terminar a primeira parte do livro, quando Liz ainda está na Itália, já aproveitei mais um passeio na livraria para comprar Comprometida, a continuação.

Explicações dadas, é chegada a hora da minha opinião. Não vou ficar falando sobre o que achei de cada capítulo, ou de cada personagem, ou da história vivida pela autora. Os dois livros no geral, são legais. Mas não sei não... Elizabeth Gilbert me agradou, mas não me cativou. Não que os livros não sejam interessantes, ou que as histórias não sejam bem contadas. Longe disso. A autora tem humor em seus pensamentos ( o que eu adoro!) e os livros nos instigam a ter algumas reflexões interessantes sobre vários assuntos.

O que eu acho que faltou então para me cativar? Vamos por partes!

Primeira: Sinceramente, tiveram momentos nos dois livros que cheguei a pensar em desistir de ler. Mas não consigo parar nenhuma leitura no meio, insisti e fui até o final. O que eu acho que a autora peca, é que em alguns momentos a leitura fica cansativa. Muita teoria e pouca descrição (e eu sou apaixonada pelas descrições).

Segunda e mais importante: Como sou apaixonada por descrições de personagens e cenários, costumo ficar envolvida com os lugares e com as pessoas descritas nos livros. E fiquei um pouco incomodada nos livros da Liz (depois de um mês convivendo com seus relatos, posso chamá-la assim - rs) com o desprendimento dela com os personagens fofos, que senti falta de uma continuação. Ela não se comunicou mais com o Richard do Texas? - Como assim?! - Em vários momentos da continuação do livro, imaginava que ela falaria com ele por e-mail, telefone, ou que o encontraria em algum lugar e contaria todas as novidades da vida dela, mas nada aconteceu e ele desapareceu.

Tudo bem... Richard passou. Ele voou para o seu país de origem, enquanto Liz continuava com suas descobertas tanto na India, quanto na Indonésia. Mas pera aí... Sei que ela e o Felipe são os personagens principais, mas ninguém sentiu falta no Comprometida, de uma visita, de uma simples menção sobre como estavam o fofíssimo Ketut Liyer, Wayan e a pequena Tutti? E a casa nova que Liz havia conseguido para elas? Como ela ficou semanas com Felipe em Bali e não tocou no nome dos antigos amigos?

Pode parecer besteira essas colocações já que o tema central do livro não são esses personagens. Mas caramba! Eles estiveram presentes e eu me envolvi com eles. Como podem ter sumido assim da vida dela, mesmo quando ela retorna ao lugar em que eles estão?

No geral, volto a dizer que o livro é legal. Vale a pena a leitura, mas sinto dizer um até logo (muito mais parecido com o que ela deu para meus personagens queridos - um adeus) para Elizabet Gilbert. Como já disse Saint-Exupèry, em o Pequeno Príncipe - Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Não foi o caso.

Livros na estante e rumo a escolha do próximo autor.

Beijos a todos e até breve!