quinta-feira, fevereiro 03, 2011

Ah... Meus 28 anos

Já completei 28 anos. Já brinquei que era a Xuxa, que meu armário era a nave e minhas amigas o público. Já peguei os perfumes da minha mãe e junto com meus amigos fui vender pela grade do prédio, gritando para as pessoas que passavam pela rua (rs). Já brinquei de ser Changeman e de ter um esconderijo secreto. Já ralei o joelho e tive medo de lavar e arder. Já descobri que coelhinho da páscoa não existia, porque minha mãe não viu que eu já tinha achado e comido a orelha do coelho de chocolate que ela tinha comprado e foi aquele mesmo que ela colocou embaixo da cama. Já tive um pintinho, daqueles que davam no final das feiras de filhotes. Já tive um peixe beta. Já tive um cachorro lindo, o Trovão. Já escrevi uma história que a Bia Bedran contou em seus shows.

Já subi no alto da cachoeira Véu da Noiva, em Itatiaia e mesmo morrendo de medo, me molhei na primeira queda dela. Já desci o Pontal do Atalaia, em Arraial do Cabo e morri de medo daquela trilha. Já fui no playcenter, parque do Gugu e Parque da Mônica em São Paulo. Já comi moqueca na Bahia, Fondue nas Serras Gaúchas, vinho na Argentina e cerveja na Região dos Lagos. Já falei com Papai Noel em Gramado, fiz noitada em Belo Horizonte e fiquei apaixonada pelo sotaque de todo mundo em Porto Alegre. Já desci as dunas de Natal (maravilhosas!), peguei onda na praia da Costa em Vila Velha e me afoguei em Búzios. Já desci no escorrega das escadas no hotel Fazenda São Moritz. E mesmo tendo pavor, já andei muito, muito de avião.

Já conheci Fidel Castro e cheguei pertinho dele. Já conversei com muitos dos meus ídolos. Já conheci a Xuxa, Zico e Dercy Gonçalves. Já fiz um gol no Engenhão! E já pisei no Gramado do Maracanã e do Mineirão. Já almocei no Gero. Já comi podrão quando saí da noitada. Já chorei porque fiquei com pena de um mendigo. Já tive amor platônico e também amor de verão. Já escrevi cartinhas anônimas. Já briguei com uma amiga. Já briguei com um amigo. Já me apaixonei por um amigo. Já repeti de ano e também falsifiquei boletim na hora de entregar para minha mãe.

Já joguei taco, banco imobiliário, jogo da vida, cara-a-cara, perfil, morcegos equilibristas, sobe e desce, uno, pique-esconde, pique-cola, pique-alto, pique-fruta e tantos outros jogos. Já brinquei de polícia e ladrão. Já vi estrela cadente. Já plantei feijão em pote de danoninho. Já fiquei horas olhando a lua e o pôr-do-sol. Já fiquei muitas vezes conversando com amigas até o dia nascer. Já tomei um porre. Já bebi cerveja alemã, belga, japonesa, argentina, americana... E já bebi a Delirium Tremens, mas não vi o tal elefante cor de rosa. Já fiz cursos de vinho. 

Já conheci o Projac e muitos bastidores e camarins de teatros. Já trabalhei no Flamengo. Já dei uma palestra na Universidade Estácio de Sá. Já montei um site de futebol escrito só por mulheres. Já escrevi um livro. Já trabalhei com muitas produções culturais. Já fiz assessoria de imprensa do Cidade Negra. Já produzi um espetáculo sozinha. Já levei uma peça do Domingos de Oliveira para Friburgo. Já acabei o inglês. Já acabei o espanhol. Já acabei o Italiano.

Já li todos os livros da Rosamunde Pilcher e já tive a grata surpresa de receber o filme de um dos livros dela na minha casa, de uma pessoa que eu não conhecia e que acabou virando uma pessoa querida. Para retribuir o gesto, já copiei o DVD e passei para outra menina que eu também não conhecia, mas que era apaixonada pela autora. Já cantei em videokê e Karaokê também. Já comprei todos os CDs do João Suplicy e ganhei dedicatória em todos. Já ganhei uma camisa do Flamengo autografada por todos os jogadores. Já subi no trio elétrico, no primeiro dia do ano e fiz uma declaração de amor (rs). Já fiz amigos bebendo cerveja, água, refrigerante, ou vinho. Já fiz amigos de amigos virarem meus amigos. Já fiz amigos virtuais, virarem amigos reais.

Já encontrei o amor da minha vida, a minha alma gêmea. Já escolhi o homem que eu quero casar e ter os meus filhos. Já escolhi o nome desses filhos. Hoje, no meu aniversário de 28 anos, tenho a certeza de que já fiz muitas e muitas coisas que nunca vou esquecer. Mas tenho a certeza também de que muitas outras experiências ainda estão por vir e que ainda tenho muitas pessoas para conhecer. Mas quero agradecer a todos os amigos que estiveram presentes comigo desde que me entendo por gente, aos amigos da faculdade por todo o carinho, aos amigos que estão distante por nunca perderem o contato, aos amigos estrangeiros por sempre mandarem um oi de qualquer lugar do mundo, a minha família por sempre acreditar e apostar em mim e nos meus projetos e ao meu amor, por me fazer a pessoa mais feliz do mundo.

Feliz aniversário para mim!

"Eu quero amor decidindo a vida"

terça-feira, fevereiro 01, 2011

Ah... Minha Buenos Aires Querida!

Hola! =)

Já que vou falar da Argentina, nada como começar com uma saudação dos hermanos! Saudação que dá saudades de escutar. Já completou um ano que voltei de um passeio em Buenos Aires e a vontade de voltar para aquele lugar é maior a cada dia. Quem conhece, provavelmente também se apaixonou. Sem a tão falada rivalidade entre brasileiros e argentinos, o que se vê pelas ruas, bares, pontos turísticos ou não, são pessoas simpáticas e sempre prontas para dar uma explicação.

Em sete dias que estive por lá, não esbarrei com nenhum cidadão que me olhasse de cara amarrada. Muito pelo contrário, quando dizia ser do Brasil, eles puxavam assunto, principalmente sobre futebol e samba. Na verdade, se eu posso dizer que não gostei de alguma coisa em Buenos Aires, digo que foi a quantidade de Brasileiros que estavam por lá. Chegava a ser chato só ouvir português na Florida. Decidi então, conhecer os pontos turísticos em um dia e nos demais, conhecer os lugares que os moradores de lá frequentam e com isso tive uma grata surpresa.

De turístico, conheci o Café Tortoni, que odiei! Realmente aquele lugar tem história, é lindo por dentro, mas só tem turistas. O atendimento não é lá essas coisas, tem fila na porta e o precinho é bem salgadinho, não vale pelo sabor. Se eu não tivesse conhecido em seguida o Las Violetas, talvez não reclamasse tanto do famoso Tortoni. Mas essa segunda confeitaria não deixa nada a desejar e você além de ser bem tratado, pode contemplar lindos vitrais e comer docinhos (de cortesia da casa!) divinos! Ah... E o melhor ouvir apenas os argentinos falando.

O Tango que conheci, também não deixa de ser de turistas, mas é M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O! A começar pela casa de espetáculos, o Sr Tango não peca em nada! Cheio de detalhes e com um show de duas horas de fazer até mesmo chorar. Música, dança com um pouco de teatro! Até cavalos entram em cena e no teto, estrelas parecem piscar. Lindo, lindo, lindo!

Quanto aos restaurantes, uma coisa é certa: Não deixem de conhecer o El Mundo! Não é "para turistas" e por isso, ele é barato e muito, muito gostoso!! Não resisti e repeti a dose, fui lá três vezes! Comida boa, vinho maravilhoso e um garçom muito educado, que só porque éramos brasileiros decidiu fazer uma caipirinha de presente... É para voltar mais e mais vezes. Ah... e é claro que resisti ao Mc Donalds e ao Burger King! Isso dá para comer qualquer dia perto de casa.

E o que dizer da noite de Buenos Aires? Ah... que maravilha! Sentar em um barzinho em Palermo Soho e beber a Quilmes até às 2h da manhã, esperando a boate abrir para dançar, é viver a noite daquela cidade. O detalhe é que não fui na mais conhecida que fica em Puerto Madero e que também é cheia de brasileiros. Fui na Brujas, uma boate grande e com músicas bem diversificadas.

Mas se eu tivesse que eleger o lugar que mais gostei de conhecer, posso dizer que foi um barzinho (mais no estilo pub), no meio de Palermo, sem estar no centro dos barzinhos de Palermo Soho e Hollywood, mas em um lugar que só mesmo quem mora ali conhece. Foi lá que eu descobri que os argentinos adoram os brasileiros, adoram samba, caipirinha e são muito, muito simpáticos! Nos receberam de braços abertos e nos deixaram com vontade de voltar sempre! Você descobrir em Buenos Aires, um barzinho meio que escondido, sem turistas e com um grupo (apenas de argentinos) tocando samba, é um achado! Eu adorei!

Ah... e se alguém pensar: Ué, mas você não disse que não queria ver brasileiros na Argentina, como vai parar em uma casa de samba? Eu respondo: Não é sempre que escutamos um:  "Deixo a vida me levar, vida leva eu" com um sotaque tão diferente, né? E é isso que eles fazem todas as quintas no Foynes Bar. É nossa música, mas é a rotina deles!

Se for para conhecer os lugares que só os brasileiros estão lá para conhecer, ou lugares que existem na nossa cidade (Burger King, Mc Donalds, e etc...) é mais fácil e mais barato passear por aqui mesmo. Para mim, viajar é conhecer as pessoas, as rotinas e a cultura do lugar... É isso o que eu mais amo! E você?

Ps: O vídeo não está com uma qualidade boa, mas é legal escutar o sotaque do grupo cantando a nossa música!

segunda-feira, janeiro 31, 2011

Vamos para a cozinha!

Depois que vi que cozinhar não é um bicho de sete cabeças, passei a me arriscar mais na cozinha e até mesmo a gostar bastante de aprender mais e mais receitas. Estou em busca do livro Julie & Julia para roubar algumas receitinhas de lá e tentar fazer. Confesso que foi esse filme que me inspirou a fazer alguma coisa além de ovo frito no fogão.

Nesse final de semana, resolvi "criar" alguma coisa sem receita. Lógico que não foi uma obra de arte exclusiva. Com certeza existem pratos (com receitas!) parecidos com o meu, mas o que fiz nesse domingo foi por inspiração.

Será que vai ficar bom? Minha mãe ainda não havia provado nenhum dos meus pratos, já que todas as vezes que cozinhei, ela estava viajando. Mas ontem seria a primeira vez e logo com uma receita inventada por mim. Não é que ficou gostoso? E o que eu achei que duraria a semana inteira, acabou em poucos minutos. Sucesso!

Querem a minha receita? Vamos lá!

- "Batata Rosti da Nanda" -

Ingredientes:

5 batatas grandes
Sal
Catupiri
Mozzarella
Salsicha picante
Bacon
Polpa de tomate (usei da marca Paganini, que já vem com cebola e manjericão)
2 Dentes de alho
1 cebola
1 Tomate
Margarina

Preparo:

- Colocar as batatas para ferver por aproximadamente 10 minutos
- Depois, esperar as batatas esfriarem para ralar em tirinhas como as tiras da batata rosti 
- Forrar o tabuleiro com papel alumínio e colocar uma camada com as batatas raladas
- Passar um pouco do Catupiry nas batatas raladas e acrescentar sal.
- Espalhar o molho nas batatas

Molho:
Partir meia tirinha de bacon em pedaços bem pequenos e fritar com azeite por aproximadamente 1 minuto.
Depois, acrescentar o alho e a cebola já picados e esperar até refogar.
Acrescentar a salsicha, o tomate picado e duas colheres de sopa cheias da polpa de tomate.
Colocar sal a gosto
Misturar bem os ingredientes

- Colocar a segunda camada das batatas raladas
- Passar um pouco de margarina na parte de cima da batata para dourar

Ps: As batatas raladas tanto da parte de baixo, quanto da parte de cima, devem ficar juntinhas, para o molho não sair do meio. Apenas a batata deve aparecer. As camadas de batata ralada devem ser grossas. 

- Pré-aquecer o forno por 10 minutos.
- Depois de fechar a batata com a segunda camada, cobrir com o papel alumínio e levar ao forno (com temperatura por volta de 190º) por aproximadamente 1h.
- Após 1h, tirar a parte de cima do papel alumínio e colocar tirinhas de mozzarella para gratinar.
- Deixar mais 10 minutos sem o papel alumínio e depois retirar do forno.

Bom... é essa a minha receita! Me desculpem pela falta de prática para escrever o passo a passo. Qualquer dúvida que tenham é só perguntar por aqui ou pelo twitter @nandabelem, que eu respondo! Ficou uma delíciaaaaa. Apesar de ser um prato com bastante calorias, é bem gostoso para comer em um final de semana qualquer. Ah... e não tem a fritura da Batata Rosti original, não é verdade? hehehhe

Boa sorte para quem for arriscar! E "bon appetit" para quem for comer! =)

terça-feira, janeiro 18, 2011

Os Livros e eu

Mais uma vez estou aqui para falar sobre livros! Não tenho como negar, eles são a minha grande paixão, o meu vício. Não passo um diazinho sem ler pelo menos um capítulo do livro da vez. Dessa forma, acho que vou conseguir cumprir a minha meta de 2011, que é ler até o dia 31 de dezembro 100 livros. Até o momento, já passaram pelas minhas mãos sete deles e é sobre o último o meu post de hoje.

Depois de Comer, rezar, amar e de Comprometida, que foram os últimos que escrevi aqui, li também O Diário de Anne Frank; Bilionários Por Acaso (o do Facebook - Muito bom!!!); O Pequeno Príncipe (que eu adoro reler todo ano!), A Cidade do Sol (Maravilhoso!!); As Mentiras que os Homens contam (divertido!) e o que acabei de ler nesse minuto - Poppy King - Lições de Uma Rainha do Batom.

Estranho o título? Da primeira vez que o segurei na livraria Gutemberg, olhei, li a orelha, a sinopse e acabei deixando de lado para levar um romance da minha amada Barbara Delinsky. Naquele momento, os romances estavam em alta nas minhas escolhas de leitura e acabei deixando Poppy King largada nas prateleiras.

Mas o ano virou e eu decidi abandonar por um tempo Nora Roberts e a Barbara, para me dedicar a outros tipos de livros. Foi quando decidi que queria levar um de empreendedorismo para casa, que me lembrei "daquele dos batons". Procurei no lugar em que o havia abandonado meses atrás, mas não encontrei. Perguntei para um dos atendentes e começamos a procurar. Achamos o último, ou talvez o único exemplar da livraria. Feliz, levei a rainha dos batons para casa.

O que dizer do livro? Inspirador! Vale muitoooooo a pena a leitura, principalmente para todos aqueles (e principalmente aquelas) que querem montar uma empresa e ter o seu próprio negócio. Com as próprias experiências, a autora ajuda a montar um plano de negócios, fala sobre riscos, sobre sucesso e fracasso... enfim, é um livro bem completinho (e não cansativo!) sobre o mundo dos negócios. 

Além disso, recomendo mesmo a leitura desse tipo de livro! Eles são estimulantes! O próximo? A Cabeça de Peter Drucker. Depois digo o que achei.

Até breve!

sexta-feira, janeiro 07, 2011

Destruíram meu paraíso

Sempre que ia para Búzios já começava a sentir a expectativa desde quando começava a fazer as malas. A frase que lí em algum lugar (não me lembro se no site ou na entrada principal de Búzios) de Vinícius de Moraes "As feias que me perdoem, mas beleza é fundamental...", refletia exatamente como eu via o meu pequeno paraíso: Não existiam pessoas feias em Búzios. O astral daquele lugar iluminava qualquer um, deixava até o mais sem graça, bonito de verdade.

Claro que deveria ter um feinho aqui ou outro ali (aqueles que não entravam no clima de Búzios), mas no geral, as pessoas que caminhavam pela Rua das Pedras nas noites de verão, eram lindas! Cabelos modernos, roupas lindas, sandálias rasteirinhas e idiomas, muitos, muitos idiomas circulavam por aquela rua cheia de barzinhos maravilhosos. Me sentia como se estivesse em Ibiza ou Saint-Tropez e pensava que desde a época em que Brigitte Bardot vinha brilhar com sua beleza em Búzios, aquele lugar já era assim.

De dezembro até o carnaval você podia ir para aquele lugarzinho especial da Região dos Lagos e desfrutar dos melhores hotéis, melhores restaurantes, melhores lojas de roupas e praias bem gostosas. Fazer amigos por lá parecia ser obrigação. Adorava almoçar ali mesmo na Rua das Pedras, em um restaurante maravilhoso que ficava de frente para o mar e servia um camarão deliciosooooooooo... Hoje, o meu restaurante favorito deu lugar a Pacha.

Outro lugar que jamais irá sair da minha memória dos melhores dias de Búzios era o barzinho (que dava medo) Takatakata. O que é Búzios sem aquele lugar inusitado, em que o dono (o brasileiro com cara de holandês Kaiser), vestido com um avental branco e uma bandana na cabeça, servia os melhores drinks da região? Quem nunca parou, juntou as mãozinhas  no vidro para olhar o que acontecia dentro do bar? O dono escolhia quem entrava, não era um bar para qualquer um, o que fazia aumentar ainda mais a expectativa - Será que hoje eu vou conhecer?

Mas infelizmente o dono do Takatakata, com todo a sua excentricidade, não está mais aqui na terra. Soube que ele sofreu um AVC e foi para o céu. Uma pena. Fico pensando com quem ficou o cachorro que o acompanhava durante todas as noites dentro do bar. Depois que faleceu, o bar foi embora junto. Destruiram aquele lugar inusitado de Búzios. E também fecharam as portas do Guapo Loco, levando embora seu Sex on the Beach super gostoso.  

Hoje, Búzios conta com boates de primeira: Privilege, Pacha e Búzios 40 graus. Por conta disso, andando pela Rua das Pedras, no lugar das rasteirinhas, passeiam as sandálias de salto alto, que vão tropeçando a cada passo, algumas até torcendo o pé.  

Nos últimos dias do ano dei uma passada no meu pequeno paraíso e descobri que aquele lugar perdeu a sua identidade, já não me encanta mais. Para onde foram as chilenas com seus cabelos super modernos e desfiados? E os Argentinos? E todas aquelas famílias de diversos lugares da Europa? E o principal: Para onde foram as sandálias rasteirinhas???? Será que a crise afastou todos os turistas e suas culturas?

Como bem observou minha amiga de twitter @Luana_Macedo, não foi nada disso que aconteceu. Na verdade, foi Manoel Carlos que fez com que todo mundo quisesse "Viver a Vida" e Búzios virou lugar de modinha. Deixou de ter a cara e o charme de Brigitte Bardot, para ter a cara da "Helena". Fazer o quê?

quinta-feira, dezembro 09, 2010

Comer, Rezar, Amar e Comprometida - Minha opinião

Um mês e quatro dias depois de ter comprado Comer, Rezar, Amar, decidi escrever a minha opinião  não só sobre esse livro, como também sobre a continuação que li depois - Comprometida. Como uma apaixonada por livros, leio muito rápido, aproveito todos os momentos em que tenho uma folguinha, para devorar mais páginas de livros - no ônibus, taxi, nas filas, enquanto espero alguém, ou antes de dormir. Por isso, não acredito nunca em uma pessoa que fala - Não leio porque não tenho tempo. - Mentira! Você sempre vai ter um tempo sem fazer nada e se tiver um livro na bolsa, esse é o momento ideal.

Mas o assunto de hoje não é quem lê ou quem não lê, o que quero falar de verdade é sobre a autora Elizabeth Gilbert e seus livros que viraram Best Sellers. Já contei aqui, no post anterior, como resisti antes de ler Comer, Rezar, Amar e a minha saga até finalmente me render ao livro. Como sou fiel aos autores que começo a ler, antes mesmo de terminar a primeira parte do livro, quando Liz ainda está na Itália, já aproveitei mais um passeio na livraria para comprar Comprometida, a continuação.

Explicações dadas, é chegada a hora da minha opinião. Não vou ficar falando sobre o que achei de cada capítulo, ou de cada personagem, ou da história vivida pela autora. Os dois livros no geral, são legais. Mas não sei não... Elizabeth Gilbert me agradou, mas não me cativou. Não que os livros não sejam interessantes, ou que as histórias não sejam bem contadas. Longe disso. A autora tem humor em seus pensamentos ( o que eu adoro!) e os livros nos instigam a ter algumas reflexões interessantes sobre vários assuntos.

O que eu acho que faltou então para me cativar? Vamos por partes!

Primeira: Sinceramente, tiveram momentos nos dois livros que cheguei a pensar em desistir de ler. Mas não consigo parar nenhuma leitura no meio, insisti e fui até o final. O que eu acho que a autora peca, é que em alguns momentos a leitura fica cansativa. Muita teoria e pouca descrição (e eu sou apaixonada pelas descrições).

Segunda e mais importante: Como sou apaixonada por descrições de personagens e cenários, costumo ficar envolvida com os lugares e com as pessoas descritas nos livros. E fiquei um pouco incomodada nos livros da Liz (depois de um mês convivendo com seus relatos, posso chamá-la assim - rs) com o desprendimento dela com os personagens fofos, que senti falta de uma continuação. Ela não se comunicou mais com o Richard do Texas? - Como assim?! - Em vários momentos da continuação do livro, imaginava que ela falaria com ele por e-mail, telefone, ou que o encontraria em algum lugar e contaria todas as novidades da vida dela, mas nada aconteceu e ele desapareceu.

Tudo bem... Richard passou. Ele voou para o seu país de origem, enquanto Liz continuava com suas descobertas tanto na India, quanto na Indonésia. Mas pera aí... Sei que ela e o Felipe são os personagens principais, mas ninguém sentiu falta no Comprometida, de uma visita, de uma simples menção sobre como estavam o fofíssimo Ketut Liyer, Wayan e a pequena Tutti? E a casa nova que Liz havia conseguido para elas? Como ela ficou semanas com Felipe em Bali e não tocou no nome dos antigos amigos?

Pode parecer besteira essas colocações já que o tema central do livro não são esses personagens. Mas caramba! Eles estiveram presentes e eu me envolvi com eles. Como podem ter sumido assim da vida dela, mesmo quando ela retorna ao lugar em que eles estão?

No geral, volto a dizer que o livro é legal. Vale a pena a leitura, mas sinto dizer um até logo (muito mais parecido com o que ela deu para meus personagens queridos - um adeus) para Elizabet Gilbert. Como já disse Saint-Exupèry, em o Pequeno Príncipe - Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Não foi o caso.

Livros na estante e rumo a escolha do próximo autor.

Beijos a todos e até breve! 

sexta-feira, novembro 05, 2010

Comer, Rezar, Amar

O que é esse livro? Confesso que resisti durante um bom tempo. Logo que explodiu as vendas desse livro, eu peguei na livraria, fiquei segurando e pensando - Será que é bom? Será que é ruim? - No meio de toda aquela minha dúvida, surge a voz da minha mãe atrás de mim - Você vai odiar esse livro! É daquele estilo de auto-ajuda... Não é o tipo de romance que você gosta de ler.

Ok. Coloquei de volta o livro na prateleira. Como não vou confiar no que minha mãe diz, já que ela é a principal responsável pela minha paixão pelos livros? Se ela achava que eu não iria gostar, é porque não iria mesmo. E naquele dia, na livraria da Travessa, acabei levando outro livro.

Daquele dia até o dia de ontem, muitos dias se passaram, alguns meses para ser mais exata. Comer, rezar, amar virou filme e eu fiquei me perguntando - Será mesmo que eu não vou gostar? - E como uma apaixonada por livros, mais um dia estava eu na livraria, dessa vez com meu namorado.

- Que livro é esse? - Ele me perguntou enquanto novamente eu segurava ele nas minhas mãos.

- Ah... é um livro que virou filme e que todo mundo fala que é muito bom.

- Então leva! (Ele sabe que eu não vivo sem ler)

- Não, eu não vou gostar. (Ainda estava convicta daquilo que minha mãe havia me dito)

- Ué... Por que?

- Porque é um livro bobo, de auto-ajuda. Vamos embora!

E lá fomos nós e mais uma vez deixei Comer, Rezar, Amar em uma prateleira.

Eis que na tarde desta quinta-feira, depois de terminar uma reunião de trabalho, eu tinha duas opções: Voltar para casa e uma hora depois ter que voltar para o lugar em que eu estava, já que teria minha aula no MBA; ou fazer hora ali no centro do Rio. Escolhi pela segunda alternativa, já que sabia que se eu voltasse para casa, a chance de não voltar para a aula seria enorme! Então... o que eu iria fazer para matar o tempo? Fui em busca da livraria Travessa e depois de duas ruas encontrei!

Andei olhando as prateleiras, as novidades. Nada me chamava muito a atenção. Até cheguei a pegar um ou dois livros e passei pelas páginas, mas no fundo da minha mente eu já sabia qual queria ver de verdade, mas não estava achando ele em lugar nenhum.

- Moço, você tem Comer, Rezar, Amar?

- Claro! Vou pegar para você.

Ele pegou, procurei um sofazinho (por isso eu amo a Travessa e lamento por não termos tantas livrarias assim aqui no Rio), sentei e abri a primeira página. Opa! Que legal a introdução! E o primeiro capítulo, o segundo, o terceiro, o quarto, o quinto... Caramba! Fiquei uma hora sentada no sofá, lendo o livro que eu resisti por tanto tempo em comprar e apaixonada já pela história.

E agora? Levo ou não levo? Era o meu dilema. Mas como eu poderia não levar, sem saber o que ela faria? Fui até o caixa e paguei, saindo satisfeita com a minha nova aquisição. E vou confessar o que mais me atraiu na história e o que está me deixando com um sorriso idiota no rosto a cada página que eu leio: descobri que mais pessoas no mundo passaram a estudar o italiano pelo mesmo motivo que eu - por acharem a lingua linda, romântica e tudo mais. Claro que a história está me fascinando, mas esse detalhe está sendo importantíssimo para que eu ame, ame e ame ainda mais.

Não sei se esse amor vai ser até o último capítulo. Ainda estou com um pé atrás. Sou um pouco preconceituosa com livros de auto-ajuda, apesar de não ter sentido isso no livro até o ponto em que parei para vir escrever no blog. Enfim... Foi uma grata surpresa ler as primeiras páginas de Comer, Rezar, Amar e espero que seja assim até a última!

Agora, é hora de voltar ao trabalho, para acabar o quanto antes, para ler mais! Quem ama ler, deve entender bem esse sentimento! Se você ainda não leu, eu indico! Mais para frente eu comento aqui o que continuo achando da história! Boa leitura a todos!

Até mais!

segunda-feira, setembro 20, 2010

Novo X Antigo

Laptop, super computadores, televisão mega fina, HDTV, carro total flex, desenhos japoneses, crianças super dotadas... E um tempo que passa voando, informações demais, conhecimento de menos. Mais virtual e menos real. Estamos indo pelo caminho certo? Quanta rapidez, quanta velocidade! Você é o que você faz na rede. Seu perfil no orkut, facebook, twitter, falam mais sobre você, do que imagina.

Seu celular não tem acesso à internet? Não é um smartphone? Um blackberry? Quantos megapixels tem a câmera acoplada nele? Qual é o videogame que você tem? PS3? WI? Nada disso? Ih... Você é estranho!

As crianças ainda brincam de pique, pulam elástico, jogam câmbio e queimado? Ainda existe a rainha da primavera nas escolas? E as excursões para o teatro (nossa... como eu amava!)? Amarelinha, polícia e ladrão, festinhas com a dança da vassoura (não era axé, mas era todo mundo escolher um par para dançar música lenta e um ficava com a vassoura, dava um tempo e escolhia com quem queria dançar, entregando a vassoura para a outra pessoa), histórias de terror no play (uma faca dentro do fofão, a boneca xuxa que arranhou a menina toda, uma bombinha dentro do rambo)... Isso ainda existe?

Hoje as crianças não respondem mais aqueles cadernos de questionários, elas respondem o formspring. Nada de nave Xuxa, de porta da esperança, ou até mesmo a dos desesperados! Nada de Punk a Levada da Breca, Chiquititas, ou Carrossel. Agora, é Malhação ID (onde os adolescentes só pensam em sexo, ferrar com a vida do outro e traição), é Vida de Garoto, Modinha, Rebeldes...

Por onde andam as doces canções da Arca de Noé? Para dormir, as crianças escutam Luan Santana? E os patins, pogobol, bicicleta com copinho na roda para fazer barulho de moto, os joelhos ralados, as brincadeiras de casinha?

O novo é um máximo, a tecnologia é fantástica, mas as vezes bate um saudosismo! Uma vontade de acreditar que meus filhos vão ser crianças como eu fui ( como eu sou!). Quando ficarem doentes, quero que eles fiquem felizes com um jogo de tabuleiro de presente (eu amava quando minha mãe chegava em casa com aquelas caixas, embaladas com papéis coloridos) e não tristes por não terem recebido um novo jogo do Playstation 5 (?).

Também espero que eles não se sintam entediados quando escutarem as músicas dos Beatles, quando ouvirem Chico, Tom ou Vinícius. E mais do que tudo, espero que eles tenham o prazer de segurar um livro (não uma máquina, uma tela igual a do computador), que gostem do cheiro das folhas velhas dos meus romances preferidos e que imaginem por onde todos aqueles livros já passaram.

O novo x o Antigo! Difícil, né?! Viva a tecnologia que nos facilita a vida! E viva também o passado que nos deixou com histórias, cicatrizes, amigos eternos e reais. Viva as agendas, diários, questionários de folhas amareladas, com respostas mais inocentes.

Hoje o mundo está realmente mais avançado On e off line! Fazer o quê?  

"Oh! que saudades que tenho. Da aurora da minha vida, Da minha infância querida. Que os anos não trazem mais!"

segunda-feira, agosto 23, 2010

Segunda-feira!

Desejo uma semana linda! Muito trabalho, Pôr do sol, estrelas e músicas de qualidade...

sexta-feira, julho 30, 2010

Desafio: Primeiro Bolo de Chocolate

Tudo bem, eu confesso: Não sei cozinhar e achava que detestava a cozinha. Achava? Sim, no passado. Resolvi tirar algumas horinhas de folga para me aventurar e colocar a mão na massa. Não foi difícil, como pensei que seria.


Se você também acha que não leva jeito, acha que tudo o que você resolver cozinhar vai dar errado, saiba que não é verdade. Se eu consegui, você também consegue!



Como eu fiz? Bom, primeiro procurei aqui na internet uma receita de bolo de chocolate. Encontrei várias, mas teve uma que mais me atraiu, pois havia recebido vários comentários positivos de internautas que tinham testado a receita.


Separei os ingredientes:

2 xícaras de farinha de trigo
2 xícaras de açúcar
1 xícara de leite
6 colheres de sopa cheias de chocolate em pó - Colher de sopa? Oi? Mas eu não tomo sopa! Que colher é essa? Ah tá! Muio obrigada a quem me explicou que a de sopa é a maior, depois da média. Ficou confuso? É a maior que dá para colocar na boca, porque depois dessa ainda tem a maior de todas, que é para servir arroz. Colher de sopa não é a que serve a sopa, mas a que as pessoas comem a sopa.1 colher de sopa de fermento em pó
6 ovos


Peguei a batedeira no armário e pensei - Onde estão aqueles trequinhos que servem para bater? - Está vendo como qualquer um pode cozinhar?


Depois de tudo certo e em cima da pia, continuei a ler a receita.


Bata as claras em neve - Ah... Como eu adorava quando era criança bater as claras em neve! Mas naquela época, sempre tinha alguém que antes separava a gema da clara. Ok. Mais uma "aventura" - separar aquilo tudo! Seis ovos. É claro que uma gema teria que escapar da minha mão e se juntar a todas as outras claras, não é mesmo? Por sorte ela não estourou e com uma colher, consegui tirar ela de lá!


Acrescente as gemas e bate novamente, coloque o açúcar e bata outra vez - Essa parte é fácil! E é bem bonitinho ver o amarelo da gema naquela clara (igual a neve), branquinha!

Coloque a farinha, o chocolate em pó, o fermento, o leite e bata novamente

Untar um tabuleiro e colocar para assar por aproximadamente 40 minutos em forno médio - Um conselho: Na hora de untar, descobri um método super fácil para fazer tudo direitinho. Não sei se é como os cozinheiros fazem, nem sei se mais alguém faz assim, mas... vamos lá: Coloquem um pouco de manteiga no tabuleiro e para espalhar, usem um papel toalha. Não tem erro! A manteiga não escapa de nenhum pedacinho.

Enquanto o bolo assa, faça a cobertura com 2 colheres de chocolate em pó, 1 colher de margarina, meio copo de leite e leve ao fogo até começar a ferver. Jogue quente sobre o bolo já assado - Tranquilo também, né? Quase igual a fazer um chocolate quente. Esse eu fiz sem dúvida nenhuma!

É só saborear - Esqueça qualquer dieta e saboreie! O bolo fica mesmo uma delícia! E essa cobertura deixa o bolo molhadinho. Uma delícia de verdade!!!!!

Depois me contem o que acharam, mas não deixem de fazer. Se assim como eu, você nunca havia feito nada na cozinha, além de um ovo frito ou um macarrão instantâneo, não tenha medo de fazer essa receita. É super prática e todo mundo irá te elogiar.


Bon Appétit