segunda-feira, julho 15, 2013

Roteiro Lua de Mel: Chegada em Buenos Aires

01 - Brasil / Argentina: Saímos na parte da manhã e chegamos em Buenos Aires um pouquinho antes de meio-dia. Ficamos hospedados no Esplendor Hotel do centro (amamos!! O café da manhã era delicioso, os quartos gigantes e o atendimento era ótimo!!! Sem falar na localização perfeita, coladinho da Galeria Pacífico.), almoçamos no Mostaza (queríamos um lanche rápido, mas me recuso a viajar para outro país e comer em Burger King ou Mc Donald's!! Se for para comer hambúrguer, vamos comer em uma lanchonete local!!), fomos passear pela Florida (está em reforma e um saco para ficar andando pelos cantinhos da obra!) e Galeria Pacífico. Tentamos trocar o dinheiro, mas descobrimos que é bem melhor comprar/pagar tudo com real, pois a conversão nas lojas, restaurantes, táxis, etc... é muito melhor do que nas casas de câmbio. Voltamos para descansar um pouco no hotel e lá pelas 22h, decidimos conhecer a tão famosa, falada, badalada - Asia de Cuba. Não ficamos para a boate, mas o jantar estava delicioso!!

Ah, Buenos Aires! Não canso de falar do amor que tenho por essa cidade. E poder chegar nesse lugarzinho tão especial logo depois do meu casamento foi ainda mais maravilhoso. O roteiro do primeiro dia foi exatamente esse descrito aí em cima, mas quero falar especialmente do Hotel Esplendor e do último passeio do dia. A dica sobre o câmbio vai bem no finalzinho da postagem.

O Hotel




Não sabia o que esperar. Tinha feito um orçamento por uma agência de viagem e o preço ficou com um valor três vezes acima do que eu paguei fechando tudo sozinha no decolar.com. Por isso, senti um certo medinho. Será que alguma coisa daria errado? O hotel não seria legal? A minha reserva não estaria confirmada? Que nada! Tudo estava certo e o hotel estava muito acima do que esperei encontrar. 


O Esplendor do Centro fica muito bem localizado, bem ao lado da Galeria Pacífico e coladinho com a Florida. O hotel é bem bonitinho, com uma mesa de sinuca enorme (que não tivemos tempo para usar) e uma decoração linda! A cama do quarto é uma das maiores que já deitei. Gigante! Todo o hotel tem o pé direito bem alto e isso faz com que tenha um charme ainda maior. Adorei. E o café manhã é uma delícia! Vários tipos de pães, ovo mexido, diversos frios e um doce de leite... Hum!!!!!!! Então, já sabem que vale a pena. Para quem quiser o contato do hotel, é só acessar o site da rede clicando aqui!



  
Ásia de Cuba - muito mais que boate

Se você já pesquisou sobre Buenos Aires e gosta de uma noitadinha, com toda a certeza já ouviu falar na Boate Ásia de Cuba. É uma casa noturna que fica localizada em Puerto Madero e sempre muito comentada nos blogues de viagem. Também por esse mesmo motivo, sempre fiquei com um pé atrás. Como muitos sabem, sou completamente avessa a lugares que todo mundo conhece. Sempre fico com a sensação de que são "pega turista". O que me fez mudar de ideia?

Enviei uma mensagem para meu amigo portenho perguntando sobre um restaurante / bar / pub legal para ir naquele sábado. E disse: "Estava pensando na Asia de Cuba, mas não sei se é legal". E aí vem a resposta: "Lá é bem legal! Se forem ficar para a boate, encontro com vocês por lá." E então concluí que não era tão exclusivamente turística assim. Mas como pegaríamos o BuqueBus cedinho no dia seguinte, decidimos ficar apenas para o jantar.





E que jantar!

O lugar é bem bonitinho e não dá para acreditar que seja uma boate. É um restaurante bem sofisticado e bonito. Não sei como funciona a logística na hora de tirar as mesas e cadeiras para virar pista de dança, o que sei é que se você quiser ir lá pela gastronomia, precisa chegar cedo. Chegamos às 22:30 e já tinha fila. Demos um pouquinho de sorte e conseguimos uma mesa para nós dois.

Logo de entrada eles servem uma cesta de pão - o mesmo acontece em praticamente todos os restaurantes do Uruguai e Argentina. Só que lá, os pães eram acompanhados de uma pastinha que era A pastinha. Infelizmente esqueci de perguntar do que era feita a pasta, mas acredito que era alguma combinação de queijos. Deliciosa! Pedimos um vinho - Altos Del Plata - que era bem gostosinho, mas que para mim só funcionou com esses pães.

Pedimos para beliscar um bolinho de camarão e salmão. Não sei se foi pelo nosso espanhol bem falido ou se o cardápio que realmente não explicava muito bem, mas o bolinho não era o que esperávamos para comer. Achamos que viriam bolinhos de salmão e outros de camarão. Tipo um croquete? Ou algo parecido. Mas não era nada disso, era MUITO MELHOR! O bolinho em questão eram duas unidades de uma massa com a mistura dos dois - salmão e camarão - e um molho divino. Sabe aquela comida que você a cada garfada fala "hummmm..."? Era exatamente essa! E eram tão grandinhos que não deu para pedir mais outras coisas para o jantar.

Antes de seguir para o jantar, volto a falar do vinho. Esse Altos Del Plata não caiu bem com os bolinhos. O gosto mudou muito e não ficou tão delicioso quanto estava com os pães. Não cheguei ainda a pesquisar para ver se ele é ou não para comer com peixes. O que sei é que para o meu paladar não foi uma combinação legal e isso serve como registro ou como dica para aqueles que amam vinhos! 

Mas seguindo para a sobremesa...

Você não pode sair do Ásia de Cuba sem comer o Fondue de chocolate deles. Enquanto saboreávamos os bolinhos, vi diversas panelinhas de fondue passando por mim e cresci o olho. Não conseguia pensar em outra coisa e decretei para o marido: Vamos pedir isso de saideira! Não teve jeito e nem olhamos o cardápio para ver as outras opções. Principalmente quando vi que moranguinhos faziam parte das frutas selecionadas para aquela delícia.

Fico com água na boca só de lembrar! Bom demais e uma ótima maneira de fechar com chave de ouro a noite nesse restaurante tão gostoso. Da próxima vez espero poder conhecer também a parte dançante da Ásia de Cuba. Se for tão boa quanto a gastronomia, já tenho a certeza de que será uma noite inesquecível. 

Dicas finais:

Roteiro:
Tenho recebido muitos e-mails e mensagens no Facebook de pedidos de ajuda para o roteiro para Buenos Aires e Uruguai. Tenho o maior prazer de ajudar! Se quiserem deixar dúvidas aqui nos comentários também, respondo em uma próxima postagem.    

Câmbio: 
Digamos que esse é um assunto um pouco polêmico. Mas as dicas que tenho e que acredito que posso escrever aqui com toda a certeza é a de que NÃO VALE trocar a moeda nas casas de câmbio. Elas estão pagando MUITO POUCO! Se você tem um amigo argentino, peça para ele te ajudar, pois com certeza ele conhece alguém que pensa em vir ao Brasil e precisa de reais - a política lá está bem complicada e não está liberando reais ou dólares com facilidade para os argentinos - o câmbio nesse caso é bem melhor. Os argentinos estão pagando cerca de 3,50 , 4 pesos por real. Algumas lojas e restaurantes também estão trabalhando nessa conversão. O mesmo acontece com aqueles "câmbio, câmbio" da Florida, mas confesso que tenho medo de notas falsas ou enrolação nesses senhores / mulheres / meninos da rua. Mas já li algumas pessoas dizendo que trocaram com eles e que foi tudo certo. 

Táxi:
 A velha história de não dar nota de cem pesos no táxi é bem verdade. Não vale a pena arriscar, né?!

Outras:
Se eu lembrar de mais dicas, falo sobre elas nas próximas postagens. 

Até a próxima e espero que essas informações sejam úteis!

sexta-feira, julho 12, 2013

Lua de Mel: Argentina e Uruguai - Os preparativos

Quando decidimos - finalmente!! - o nosso roteiro de lua de mel, fiquei feliz da vida. Rodamos o mundo para poder decidir o nosso destino. Passamos por vários países da Europa, Caribe, Estados Unidos, Colômbia e até mesmo alguns lugares da África do Sul. Tudo era maravilhoso e deixava a gente morrendo de dúvidas e de vontade de conhecer.

Mas por que decidimos ir para Buenos Aires - lugar que já conhecíamos - e Uruguai? 



Já havia algum tempo que sentia uma vontade enorme de voltar para a terra dos nossos hermanos. Tudo bem, sei que muitas pessoas vão dizer que existe um mundo inteiro por aí para conhecer e que vou me apaixonar por muitos outros lugares. Besteira repetir um? Não acho. Por mais que tenha passado sete dias na minha primeira visita ao país (com direito a conhecer o Tigre, a flor de lata, Caminito, o estádio do Boca, o zoo de Palermo, o cemitério em Recoleta e todas as outras atrações turísticas da região), faltava - e ainda falta! - conhecer muita coisa!

Sou daquelas que não tem como paixão pontos turísticos. Tenho verdadeira aversão a fila e fotos nos lugares que todo mundo "tem" que conhecer. Gosto de descobrir lugares só meus. Amo viver a cultura local. E era o que queria fazer nessa segunda visita ao país. 

Como tínhamos 13 dias para montar o roteiro (clique aqui para ver o nosso roteiro completo!), resolvemos colocar Uruguai e Argentina. Um conhecido e outro não. Meu marido ficou um pouquinho contrariado de ter que voltar e passar mais sete dias em um lugar que já conhecíamos, mas com a minha insistência, não teve jeito. E foi perfeito! Muito perfeito! Quero muito, muito mais!

Com o destino escolhido, tentamos montar um roteiro. Confesso que não sou muito fã de ir com um planejamento fechado - "hoje vou conhecer isso, isso e isso e amanhã aquilo". Acho bem chatinho esse tipo de coisa e penso que de tanto pesquisar, acabo nem precisando ir ao tal lugar, pois já li tanto sobre ele que já fica sem graça! Prefiro me surpreender. Sendo assim, as pesquisas que fiz foram bem superficiais, apenas para ver o que valia ou não conhecer e montar uma lista do que poderíamos visitar.

Lista pronta, ficou decidido que conheceríamos:

Argentina - Buenos Aires:

- A feirinha de antiguidade de San Telmo (com parada na Mafaldinha que eu amo!)
- O Zoo de Lujan
- O Jardim Japonês
- O Museu dos Beatles
- O Teatro Colón
- Empanadas em um bom lugar
- Mais uma boate (já tínhamos conhecido uma quando fomos da primeira vez)
- Algum Wine Club
- O Estádio do River
- O Ásia de Cuba

Uruguai:

. Colônia:
- Cidade histórica

. Montevidéu
- Teatro Solis
- Cidade Velha
- Pôr do sol na rambla
- Bar Fun fun
- Barzinhos em Pocitos
- Vinícola Bouza

. Punta
- As praias
- A escultura da mão
- O Cassino (claro!!!)
- A Tiffany do Conrad (amor!!)

Se conseguimos fazer tudo isso?! Se mudamos alguns planos conhecemos outras coisas além dessas? As duas coisas aconteceram. Vocês vão saber mais nas próximas postagens. E por isso eu tenho a certeza de que ainda vou voltar muitas outras vezes nesses países vizinhos. Na verdade, minha meta passou a ser adquirir um ap em um desses dois lugares e um iate para o verão de Punta (ok, ok, estou sonhando alto demais! risos!!). Mas meta é meta. Nem que seja para a aposentadoria!

Ps: Fizemos tudo por conta própria e pelo decolar.com. Não deu nada errado, muito pelo contrário... Tudo foi maravilhoso!!

quinta-feira, julho 11, 2013

Eu assumo: Morro de medo de avião

Estou lendo "Sou Louco Por Você", do Fredericco Moccia e logo no primeiro capítulo ele narra uma viagem de avião e o pavor da senhora que estava sentada ao lado do protagonista. No mesmo instante me identifiquei e pensei: Preciso escrever sobre isso. E assim vai começar a série - muito atrasada - do roteiro da minha lua de mel.



Não foi trauma e nem mesmo um medo de criança. Pelo contrário, quando era pequena adorava viajar de avião. E não foram poucas as vezes em que estive no ar. Conheci diversas cidades pelo Brasil. Subi e desci inúmeras vezes em aviões de diversas companhias e tamanhos, e nunca passei nenhum aperto, susto ou perrengue. Era tão corajosa que adorava fazer amizades durante o voo com aeromoças só para que me levassem na cabine do piloto, amava estar naquele lugar tão especial. 

E o que mudou?


Não tenho a menor ideia! Só sei que de repente, não mais que de repente, entrar em um aeroporto me causava calafrios. Dava desculpas e dispensava viagens só para não ter que ficar algumas horinhas sentada naquele lugar que anos antes não me causava a menor estranheza. Viajar de avião passou a ser um pesadelo. E desde então quando não dispensava viagens, criava maneiras para não morrer de medo.

Foi assim que fui para São Paulo, Porto Alegre, Argentina e alguns outros lugares. Inventando métodos para distrair a mente. Fiz inúmeras pesquisas na internet e não consegui achar muitas soluções para esse pavor tão chato. E descobri também que muitas pessoas sofrem do mesmo medo, mas não assumem. Como se temer o avião fosse um grande motivo de vergonha. 

Sabendo desse meu pequeno pânico, os amigos tentam ajudar: "toma dramin", outros já são mais drásticos "um tarja preta resolve o problema". Mas não sou muito adepta a tomar remédios sem um motivo realmente necessário, e acabo tentando soluções mais naturais. Já tentei ler, ouvir música, conversar com a pessoa ao lado... Mas nada disso foi eficaz. Apenas duas táticas deram certo: Passar a noite anterior sem dormir, o corpo não aguenta e por maior que seja o medo o olho pesa e o sono chega no avião. 

A outra ideia mirabolante foi a que usei na volta da minha lua de mel. A ida foi a pior possível para quem é
apavorada como eu: o embarque estava vazio, foram apenas umas 40 pessoas no voo. Pegamos um ônibus para pegar o avião na pista. Ali já comecei a olhar os rostos das pessoas e imaginar as histórias e as manchetes dos jornais. É terrível, mas já conheci outras pessoas que também pensam as piores coisas quando vão voar. Tentei mudar o rumo do pensamento - lembrei do livro O Segredo -, mas foi impossível pensar positivo quando olhei o avião. Era um modelo pequeno da Webjet (compramos Gol) e o pavor tomou conta de mim. Entrei e já avisei para a aeromoça que morria de medo de voar, perguntei se serviam vinho e com o jeito mais antipático e nada solidário ela respondeu que não tinham nada alcoólico na aeronave. Chorei, me agarrei na mão e no pescoço do meu marido, passei por duas pequenas turbulências, não consegui pregar o olho, mas cheguei vivinha em Buenos Aires. Quando freou, tive uma verdadeira crise de riso por todo o medo que senti ali. Quando tocamos o solo é que caímos na real de como o medo é uma coisa muito pior na nossa cabeça do que um perigo de fato.

Mas para não passar outro desespero na volta, resolvi tentar uma tática que alguns tinham me orientado a fazer: beber vinho. E não é que dá certo? Foi a primeira vez que estive em um aeroporto sem sofrer de dor de barriga, tremedeira e vontade de chorar. Hum... Tá certo que não bebi apenas vinho - Foi meia garrafa na hora do almoço, um litro de Quilmes antes de passar pela imigração e comprei uma garrafinha de Amarula no Free shop para garantir um conforto se o medo atacasse na hora do voo. Anestesiada consegui relaxar, dormir, curtir o pôr-do-sol e até mesmo cantar um pouquinho enquanto passava pelas nuvens. A viagem foi bem melhor.

O medo continua, mas já coloquei na minha cabeça que não vou dispensar mais nenhuma viagem. Amo conhecer lugares e culturas, não posso deixar que esse pavor tão sem lógica - são milhares de voos por dia e os acidentes são raros - me impeça de viver novas experiências. O jeito é tentar relaxar e praticar métodos para voar tranquila. Vinho? A noite anterior sem dormir? Livros? Filmes? O pescoço do marido?Não importa. O importante mesmo é - com medo ou sem medo - arrumar a mala e conhecer o mundo.  

*detalhe para a Fernanda mirim sorridente e corajosa, e a Fernanda grande rezando de tanto medo, sem nem mesmo ter coragem de se mexer muito na poltrona apertada do avião



quarta-feira, julho 03, 2013

Não Conta Lá Em Casa

Mais um livro para entrar na minha lista de preferidos. Enquanto lia o "Não conta Lá Em Casa" do André Fran, ficava pensando em como a maioria das escolas no Brasil continuam pecando na maneira de ensinar. O que uma coisa tem a ver com a outra? Bom, grande parte dos colégios ainda se enquadram naquele método de ensino quadrado e antiquado, que não desperta nem um pouco o interesse dos alunos. Ainda mais nesse mundo tecnológico que vivemos atualmente. E o livro do André teria tudo para ser um livro perfeito para estudantes. Uma maneira mais atrativa de aprender sobre países que vivem em conflitos e políticas diversas. Um livro que com toda a certeza não afastaria os jovens da literatura, pelo contrário, por ter uma linguagem gostosa, despojada, aproximaria os adolescentes da leitura e até mesmo despertaria o interesse em saber um pouco mais de História, Geografia... para entender melhor o que acontece naqueles lugares citados no livro.

E não pensem que é "apenas" um livro para estudantes! Não, longe disso. O Não Conta Lá Em Casa é para todas as idades, mulheres, homens, crianças... São relatos emocionantes, cheios de cultura, história e História. Não é do tipo que "quer dar aula", na verdade é uma leitura que encanta, emociona e nos faz pensar em como o mundo é enorme e como existem pessoas tão parecidas com a gente - no que diz respeito a sentimentos, desejos, sonhos - vivendo em situações tão adversas. Também nos faz parar e pensar no que faríamos se aquela vida fosse a nossa, se aquela política fosse a do nosso país. 

Acredito que ninguém consegue sair "ileso" do "Não Conta Lá em Casa". É uma leitura que provoca  todo tipo de sentimento. Fiquei particularmente mexida com cada pessoa e cada lugar que eles conheceram. Também pensei em como os meus medos são tão ridículos perto de tantas coisas realmente assustadoras e perigosas que acontecem em países distantes daqui. 

Gosto de pessoas que me provocam questionamentos e, principalmente, de livros que mudam alguma coisa dentro de mim. E foi isso que aconteceu quando terminei a última página do Não Conta Lá em Casa. Senti como se tivesse colocado a mochila nas costas e tivesse viajado com o André e seus três amigos. Consegui sentir carinho por todos os que eles conheceram pelo caminho e me se senti tão próxima dessas pessoas, que consigo imaginar os olhares de descoberta ou encantamento de cada um deles (principalmente dos velhinhos, do Ananda, do menino mais inteligente e da guia da Coreia do Norte - quem já leu deve lembrar) e fechei o livro desejando que eles possam, de alguma maneira, ter uma vida boa. 

Que bom que existem pessoas como o André e seus amigos, que resolvem deixar um mochilão pela Europa de lado para encarar lugares abandonados, esquecidos ou temidos pelo resto do mundo. E é ainda mais maravilhoso ver que mesmo com tudo para que fizessem um programa - sim, eles também estão na TV, no canal Multishow!) apelativo, mostrando as mazelas e desgraças desses lugares e do sofrimento das pessoas que vivem neles, eles optaram por mostrar que apesar de tudo existem sorrisos, esperança, palavras amigas, encantamento. Senti que o trabalho deles é mostrar que mesmo em um mundo que parece totalmente preto e branco, existem outras cores e até mesmo brilho. Que bom poder ter a oportunidade de conhecer essas histórias, essas pessoas, essas realidades e saber que terminei a leitura sentindo várias mudanças em mim. 

É um livro que todo mundo precisa ler!

segunda-feira, julho 01, 2013

Restaurante delicioso!!

Sempre vejo muita gente "colocando a boca no trombone" para criticar uma marca, um atendimento, um restaurante ou um produto, mas quase nunca vejo o contrário acontecer. Quando os elogios acontecem muitas vezes vem disfarçados, mas na verdade são postagens publicitárias, ou seja, postagens pagas. 

Eu não sou paga para fazer elogios, gosto de fazer isso quando sou bem atendida e quando um serviço me surpreende e foi exatamente isso o que aconteceu nesse domingo. 

Estava indo com meu marido ( é tão estranho dizer marido! Ainda estou me acostumando com o meu novo estado civil) almoçar no Balada Mix, que já ouvi falar muitas vezes, mas não conhecia. Só que a fila estava enorme!  Desistimos e fomos procurar outro lugar para almoçar. 

Lembrei de um restaurante que estava curiosa para conhecer - All Games, fica em Niterói, na Rua Moreira César, 50, em cima da loja Hering - e resolvemos arriscar. Acertamos em cheio na escolha. O atendimento é ótimo, rápido e os garçons são muito atenciosos. A comida é maravilhosa e até matou a minha saudade da Argentina, já que a carne estava tão deliciosa quanto as que comi por lá e a sobremesa também foi perfeita. Ah, a decoração é linda! Para quem curte esporte - principalmente basquete - vai amar ainda mais, já que esse é o "tema" do restaurante (decoração e nome dos pratos)! 


Quero voltar outras vezes, pois o cardápio é recheado de gostosuras e fiquei com vontade de provar muito mais! Nesse domingo escolhemos carne, que vem com dois acompanhamentos e um molho. Optei pelo Filé Mignon (e meu marido uma picanha), arroz, uma batata assada com queijo e bacon (hummmmmmmmmm...) e um molho madeira que estava simplesmente perfeito!! 

Espero que o restaurante tenha vida longa e que continue com a qualidade deste domingo. Para quem quiser conferir um pouco mais é só clicar aqui!

*Esse não é um post publicitário! Gostei, aprovei e acho que serviços de qualidade merecem mesmo indicação!

sexta-feira, junho 28, 2013

Para noivinhas

Gente... essa blusinha é muito fofa, não é?!


Confesso que estou sentindo um pouco de saudades de todo aquele nervoso pré-casamento. Depois de ganhar o anel de noivado e passar um ano fazendo tantos planos, escolhas, vendo fotos, blogs de casamento... É tão estranho perceber que tudo já acabou.

Tudo não, claro! A melhor parte do sim está começando agora! Casinha nova, vida de marido e mulher... Mas confesso que dá um vazio não ter mais festa para planejar. Acho que deve ser exatamente dessa maneira que tantas pessoas viram cerimonialistas. O vício em pesquisar novidades para casamento deve ser tão grande que a pessoa não consegue mais largar.

Quando bati o olho nessa blusinha, lembrei imediatamente do pedido de casamento e do ano que voou. Por isso, se você está noiva, planejando o grande dia... Aproveite TUDO!! Mantenha a calma e se divirta, pois no final tudo dá certo. E passa rápido! Rápido demais!!

Gostaram da blusinha?! Vocês podem encontrar no site da Yafá clicando aqui! =)!

 =) Estou apaixonada...



Cozinhando pela primeira vez...

O título dessa postagem não é uma verdade absoluta. É claro que não foi a primeira vez que fui para a cozinha e coloquei a mão na massa. Na verdade, acho que estou cada vez melhor na arte de cozinhar. Mas não é uma mentira total, os três pontinhos estão lá no alto para isso e devem ser completados com a seguinte informação ... na minha casa nova!

Pois é, casei! E como diz aquele velho ditado: quem casa quer casa! Correto. Eu estava louca para ter o meu (nosso) cantinho, organizar as coisas da minha maneira, decidir o que iria querer ou não ter na minha casa. Fui e voltei da lua de mel e ainda não pude sentir completamente o gosto de ser uma verdadeira dona de casa (além de escritora, jornalista e blogueira também!). O motivo? Minha casinha, o meu tão sonhado lar-doce-lar está em perfeita desordem com madeiras espalhadas pela minha futura sala, presentes de chá-de-panela e casamento amontoados no quarto do meio e apenas uma cama de casal no outro quarto mostrando que aquele é o nosso ninho.

Respiro fundo todos os dias ao voltar do trabalho e penso: Calma! Em breve isso deixará de ser um acampamento e passará muito em breve - assim espero e aguardo ansiosamente!!! - a ser um verdadeiro lar.

Mas, ao contrário do que muitos pensaram ("duvido que você vá cozinhar"), a minha maior vontade é de ir para a cozinha. Estou louca para usar todas as maravilhas que ganhei - coisas e mais coisas da Le Creuset, além de uma maravilhosa, perfeita e incrível batedeira Kitchenaid!!!!!! -, mas sempre tenho que me lamentar com o marido dizendo "Calma! Não dá para cozinhar no meio de toda essa bagunça, né?!

Não dá?! Bom, completamos um mês de casados e o caos continua instalado, mas quase no fim (obrigada montadores!!)! Sair para jantar para comemorar esse mês tão especial?! Claro que não! Voltei mais cedo do trabalho e catei entre os presentes duas panelas, um escorredor, pratos, talheres e outras coisinhas e fui para a a cozinha!!!!!!!! Me deliciei com  prazer de experimentar pela primeira vez a MINHA cozinha, o MEU fogão e todas as outra coisas que são minhas.

E o que fazer?! Decidi arriscar um prato que não tinha feito ainda: strogonoff de camarão. Hummmmmmm... Pensam que a falta de experiência fez a receita ficar ruim? Que nada! Sem pegar em nenhum site ou livro, apenas pegando os ingredientes da minha cabeça "o que eu mais gosto em um strogonoff normal?" fiz o melhor strogonoff de camarão que já comi na vida. Ai, ai! Nada modesta essa menina, não é verdade?

Querem a receita?!

Ingredientes:

400gr de camarão sem casca
massa de tomate
creme de leite
ketchup
cachaça
cebola
alho
sal
pimenta do reino





Preparo:

Joguei o alho e a cebola na panela, esperei dourar um pouquinho e coloquei os camarões. Misturei e joguei três dedos de cachaça (faz toda a diferença no sabor ter uma cachaça, ou vinho) e salpiquei pimenta do reino e sal.
Depois de dois minutos, acrescentei meio pote de massa de tomate. Não foi preciso colocar água, pois o camarão já soltou água suficiente. Esperei a massa de tomate começar a ferver e coloquei a caixinha de creme de leite (sem soro). Misturei bem e acrescentei o ketchup. Deixei mais uns dois minutos no fogo médio e pronto.

Fácil, fácil!

Servi com arroz e batata palha. O maridinho aprovou e eu achei delicioso!!!

E ainda teve gente falando que eu não ia cozinhar, hein?! Todo mundo consegue! É só colocar a mão na massa.

segunda-feira, junho 24, 2013

Fugindo do tradicional: Madrinhas e padrinhos

Quando estava pesquisando coisinhas para o meu casamento, não consegui achar em nenhum lugar a ordem do cortejo quando alguma noiva nada tradicional - como essa que escreve - decidia colocar os padrinhos e madrinhas para entrarem separados, sem ser como casais. Por isso, acabei fazendo do meu jeito e no final descobri que ficou "muito lindo", "original demais", "contei para todo mundo como a entrada foi perfeita!", então acho que acertei em cheio e fiz exatamente como queria.

Meu objetivo não era fazer um casamento diferente só para ser diferente. Queria fazer alguma coisa com personalidade, que as pessoas vissem e falassem - Gente, isso é a cara da Fernanda ou do Vinicius. E por isso, resolvi fazer as minhas vontade e realizar meus sonhos de "viver um conto de fada / comédia romântica estilinho sessão da tarde" na hora do cortejo do casório. Como fizemos a cerimônia no local da festa, não tivemos nenhum tipo de impedimento com relação a regras de igreja.

E como tentei achar e não consegui, vou deixar aqui a ordem da cerimônia para ajudar alguma noivinha que sonhe em fazer alguma coisa diferente no seu casório.

Primeiro: Noivo e mãe do noivo
Segundo : Padrinhos (em fila, dando um pequeno espaço entre um e outro)
Terceiro: Mãe da noiva e pai do noivo
Quarto: Madrinhas
Quinto: Noiva e pai da noiva
Alianças: Escolhi uma amiga como daminha e foi bem emocionante também!

Padrinhos: Os melhores amigos do noivo, todos de terno preto, blusa branca e gravata verde

Madrinhas: Todas de vestido verde - elas escolheram a tonalidade.

Olhem como ficou lindooooo!!



quinta-feira, junho 20, 2013

Destino - Lua de Mel

Bom dia, queridos!!! Essa é uma postagem que queria ter feito antes, mas só estou conseguindo atualizar agora! Como muitas pessoas ficaram interessadas no meu roteiro de lua de mel, vou fazer algumas postagens sobre ele. O primeiro - esse - vai ser bem básico, quase um roteiro turístico e nos próximos falo mais de cada destino, ok?!

Para quem ainda não sabe, escolhemos como lugar-romântico-e-rápido-para-passar-a-lua-de-mel a Argentina (lugar que eu amo!) e o Uruguai (virei fã e quero voltar!!).

Nosso roteiro:

01 - Brasil / Argentina: Saímos na parte da manhã e chegamos em Buenos Aires um pouquinho antes de meio-dia. Ficamos hospedados no Esplendor Hotel do centro (amamos!! O café da manhã era delicioso, os quartos gigantes e o atendimento era ótimo!!! Sem falar na localização perfeita, coladinho da Galeria Pacífico.), almoçamos no Mostaza (queríamos um lanche rápido, mas me recuso a viajar para outro país e comer em Burger King ou Mc Donald's!! Se for para comer hambúrguer, vamos comer em uma lanchonete  
local!!), fomos passear pela Florida (está em reforma e um saco para ficar andando pelos cantinhos da obra!) e Galeria Pacífico. Tentamos trocar o dinheiro, mas descobrimos que é bem melhor comprar/pagar tudo com real, pois a conversão nas lojas, restaurantes, táxis, etc... é muito melhor do que nas casas de câmbio (explico melhor quando falar sobre Buenos Aires). Voltamos para descansar um pouco no hotel e lá pelas 22h, decidimos conhecer a tão famosa, falada, badalada - Asia de Cuba. Não ficamos para a boate, mas o jantar estava delicioso!!



02 - Argentina / Uruguai: Pegamos o primeiro Buquebus (Nas próximas postagens vou contar a sorte - ou azar?! - que tivemos aqui) para Colônia, no Uruguai. (que lugar MARAVILHOSO!!!). Ficamos hospedados no hotel Don Antônio (lindo e pertinho do Centro Histórico!!). Almoçamos no restaurante Santa Rita (confesso que não esperava muito do lugar, mas a comida era divina!!) e passeamos por todas as ruas maravilhosas de lá. Alugamos o famoso carrinho de golfe para passear pela rambla (nosso calçadão) e para conhecer a Plaza del Toro (que fica afastada do centro histórico). Morremos de frio e voltamos para o hotel. Jantamos no Mercosur um Chivito (confesso que achei o restaurante bem no estilo "para turistas").


03 - Colônia / Montevideo: Pegamos um ônibus da empresa Cot (amei!!) para Montevideo. São três horas de viagem (uma reta sem fim) e como saímos na hora do almoço, chegamos no finalzinho da tarde. Fomos direto para o hotel Palm Beach, em Pocitos (também adorei!!). Resolvemos caminhar pela rambla para ver o pôr-do-sol e depois (morrendo de fome e frio!!!) fomos para o Shopping Punta Carretas, que fica em um antigo presídio. Almoçamos / lanchamos no Blás (eu comi uma pizza e Vinicius uma tortinha, não foi uma maravilha não!!) e compramos casacos (para nossa alegria!!). Depois de descansar no hotel, fomos conhecer um restaurante indicado por uma amiga - O Bar 62 (comida deliciosa e sobremesa melhor ainda!!).

04 - Montevideo: Conhecemos a cidade velha a pé (descobri que é o melhor jeito de conhecer a cidade - melhor que o City Tour). Vimos as lojinhas, estátuas, prédios, monumentos... E fomos almoçar no Mercado do Porto (horrível! odiei!!! Arrependimento de não ter ido ao El Palanque que todo mundo elogia!). Continuamos a caminhar para conhecer o Teatro Solís (Lindo, lindo, lindo!!!) e depois fomos conhecer o Estádio Centenário (feio e destruidinho...). Lanchamos no Il Mondo Della Pizza (não gostei da pizza!) Para assistir o Peñarol x Defensor, fomos ao Bar Burlesque, que era o mais movimentado e bem bonitinho do lugar que fomos em Pocitos (petisquinho delícia e cerveja também!!). Valeu a pena!!

05 - Montevideo / Punta del Este: Alugamos um carro e fomos para Punta! No caminho (estrada maravilhosa!! Ah, se os impostos no Brasil e os pedágios fossem usados de maneira honesta nas rodovias...) passamos por Piriápolis ( só passamos, já que o aquário de resgate de leões marinhos estava fechadoooooo!!! Quase chorei!) e paramos em Punta Ballena, na conhecidíssima casa / hotel/ museu do Vilaró - Casa Pueblo (o frio não me deixou aproveitar demais!!). Depois de um milhão de fotos e de uma lembrancinha, seguimos para a belíssima (e fantasma no inverno!) Punta del Este! Ficamos hospedados no maravilhoso Hotel Awa (fomos recebidos com uma deliciosa taça de espumante!). Tentamos almoçar em um restaurante na cidade, mas estava tudo fechado. Resistimos mais uma vez ao Burger King e fomos pela segunda vez ao Il Mondo Della Pizza (Dessa vez escapei da pizza e comi um Chivito deliciosooooo!!). Claro que o destino seguinte (depois de rodar pelas praias!) foi o Hotel Conrad (E é claro que seria para ir ao Cassino.) Depois de tentar encontrar algum restaurante aberto para jantar e dar de cara com portas fechadas ou lugares tão vazios que chegavam a deprimir, decidimos comer no hotel (que bom! que sorte! Que MARAVILHA!!! A comida do Awa era perfeita e uma das melhores de toda a viagem.). 

06 - Punta / Montevideo: Depois de comer o melhor café da manhã da viagem e de rodar novamente pelas praias (e de tirar fotos nos dedinhos, óbvio!), voltamos para a estrada maravilhosa para retornar para Montevideo. No caminho, decidimos conhecer a fábrica de Doce de Leite Lapataia, mas como quase tudo em Punta, demos com a cara na porta. Aproveitamos que só iríamos entregar o carro no dia seguinte para conhecer a cidade de carro. Almoçamos / lanchamos no Shopping Boulevard Montevideo, no La Pasiva. Resolvi provar o cachorro quente deles (mais sem graça do que aqueles antigos do Maraca!! Não vem nada, mas até que a salsicha é gostosinha!!!) e depois fomos conhecer o estádio do Nacional (estava em obra, não podia entrar e o maridinho quis dar uma de O Impostor do Pânico, entramos pela porta do clube e fomos pela obra para visitar o estádio.). Ficamos mais uma vez hospedados no Hotel Palm Beach. Para curtir a noite uruguaia decidimos ir no famoso Fun Fun! Chegando lá, não sei se intimidados pelo frio, o bar estava vazio, não aceitava cartão e não nos pareceu tão divertido. Por isso, voltamos para Pocitos e fomos ao Bar 21 (Juro que esse bar / boate / restaurante merece uma postagem só para ele de tanto que gostei!).

07 - Montevideo: Esse era o dia mais aguardado por mim. Fizemos uma reserva para conhecer a Bodega Bouza (Amo vinho e estava louca para conhecer uma vinícola!). Entregamos o carro e pegamos um táxi para a Bodega (cuidado! Se informem antes com o taxista se ele sabe chegar lá!). O lugar é lindo, maravilhoso, o vinho é incrível e a comida perfeita! Também terá uma postagem só sobre essa visita. Almoçamos lá e voltamos direto para o hotel. Como estávamos muito cansados e teríamos uma viagem cedo no dia seguinte, resolvemos jantar / lanchar mais uma vez no La Pasiva, no Shopping Punta Carretas. Pedi uma pizza (nossa! Como comi pizza nessa viagem!!) e Vinicius um sanduíche gigante! Quase dormimos na mesa de tanto sono, por isso voltamos para o hotel.  

08 - Montevideo / Colônia / Buenos Aires: Pegamos o ônibus (novamente da COT, com wi-fi - maravilha!!) de seis horas da manhã (chora de sono!!) para Colônia. Chegamos uma hora antes do horário do Buquebus e aproveitamos para trocar o Tax Free (tentamos, né?! Mas depois de apertar a campainha - explicarei na postagem do Uruguai! - ninguém apareceu até a hora que fomos para o barco). Já em Buenos Aires fizemos a burrice de fechar um preço fixo (50 reais!!! Barato, mas caro! Explicarei depois!) com o taxista para ir de Puerto Madero até Palermo Soho, lugar que ficava o nosso hotel, também o Esplendor, mas dessa vez o de Palermo. Deixamos a mala no hotel e fomos caminhar pelas lindas ruas do bairro. Almoçamos em um restaurante que infelizmente não lembro o nome. Simples, mas com uma carne bem gostosa. Era um restaurante cinza, com luzes de boate, de esquina, quase chegando na Praça Serrano. De barriga cheia, fomos caminhar pela Córdoba e ruas próximas para ver se algum Outlet estava valendo a pena. Não compramos nada e voltamos para o hotel. Nossa noite foi perfeita (vou fazer algumas postagens sobre ela!! Isso mesmo...algumaS!!). Pegamos o metrô para encontrar um amigo argentino que nos levou para a casa dos pais e preparou um verdadeiro churrasco argentino para a gente! Que delícia!!! Depois fomos conhecer a noite portenha (já tínhamos conhecido em 2010, mas dessa vez fomos em uma outra noite mais arrumada!). Entramos para a  área vip (meu amigo é o máximo!) da boate Esperanto, em Palermo. Ótimas músicas, bem divertido! E encerramos a noite portenha quando já era manhã.

09 - Buenos Aires: Resolvemos conhecer a feirinha de San Telmo, mas como a nossa noite anterior terminou de manhã, quase perdemos o horário da feira (que termina às 18h). Chegamos bem no final, mas deu para aproveitar bastante coisa, tirar foto com a Mafalda que fica sentada em um banquinho e também de comprar mais uma lembrancinha para a nossa casa. Lanchamos no Burger King ( Ok, nos rendemos!) Como estávamos cansados, acabamos não tendo muito pique de conhecer muitas coisas e acabamos indo jantar / lanchar no Brujas, da Praça Serrano (já tínhamos ido lá em 2010 e voltamos por preguiça de pesquisar outro lugar). Adivinhem o que comi?! Pizza, claro! Não sei o motivo para o vício da pizza ter entrado em mim nos países da carne! Vai entender, né?!

10 - Buenos Aires: Resolvemos conhecer Buenos Aires a pé. Já tínhamos feito o City Tour da última vez em que estivemos lá. Começamos o dia com o Teatro Colón, (lindo! lindo! e caro!!) sem falar na guia que era uma figura!! Depois descobrimos que tinha o museu dos Beatles por ali. Andamos, andamos e conseguimos encontrar. O shopping que fica o museu é um dos mais fofinhos de todos os que fomos e dentro do tal  museus dos Beatles (que é de um cara com uma das maiores coleções de coisas do/sobre o grupo que mais amo no mundo!!! Chorei!!) tinha muita coisa linda que eu queria tanto levar para casa. Almoçamos em um restaurante qualquer que descobrimos pelo caminho. Não foi também uma grande coisa (comi purê com frango... sem graça toda vida!).  Decidimos caminhar mais e fomos de lá até Recoleta caminhando. Delicioso descobrir ruas arborizadas e lojinhas incríveis pelo caminho. Nosso destino em Recoleta foi a sorveteria Freddo - (delícia, delícia... assim você me mata!!) e de lá seguimos a pé mais um pouquinho. Descobrimos uma linda (e velha, em reforma, capenga, mas linda!) faculdade de engenharia. Como não tínhamos horário ( e estávamos sem lenço e sem documento), resolvemos entrar. Passamos por algumas aulas, corredores, alunos e tiramos fotos. Já mortos de cansados, pegamos um táxi para o nosso hotel. Bom, o que fazer em uma segunda-feira na noite de Buenos Aires?! Adivinhem... Claro! Mais uma vez Praça serrano! Mas para variar, mudamos o barzinho (e eu larguei a pizza!). Dessa vez fomos no Crónico Bar. Bem mais cheio, com petiscos gostosinhos e uma Quilmes (gelada, deliciosa, um litro!!!!!) para biritar... Ficamos vendo um jogo de futebol. Foi uma boa maneira de terminar mais uma noite portenha.

11 - Buenos Aires: Quase finalzinho da viagem (para nossa tristeza!!!). Acordamos bem cedo (mas não tão cedo assim, pois perdemos o horário!) e fomos para o Centro para poder pegar o ônibus (Fabebus) que levava ao zoo de Lujan. Inacreditável a experiência nesse zoo, mas triste também (fiquei morrendo de pena dos bichinhos que vivem para tirar foto com pessoas como nós que querem mostrar para os outros como somos corajosos e abraçamos um leão!). Sério! É fofo, mas muito triste!! Não que ache que os bichinhos são tratados de maneira precária. Pelo contrário, dava para sentir (pelo menos espero que minha sensação seja real) que os treinadores amam aqueles bichos. Mas deu pena de imaginar que os animais além de presos, só vivem para tirar fotos. Imaginem que saco!!! Bom, depois de passar metade do dia lá, voltamos para o centro, almoçamos em mais um restaurante qualquer (sim! Não tivemos boas escolhas na hora de comer na Argentina!) e voltamos para o hotel. Para a noite de terça, mais um evento PERFEITO! Empanadas argentinas feitas por outro grande amigo argentino!!! BOM DEMAIS(quero mais empanadas!!!!!)!!! 

12 - Buenos Aires: Dia dos namorados na cidade do tango, mas não foi para o Tango que fomos. Começamos o dia com mais um passeio que estávamos loucos para fazer: Conhecer o estádio do River (da última vez tínhamos conhecido apenas o do Boca). Sensacional, imperdível e ganhará uma postagem só para ele. Depois, almoçamos em um restaurante em Recoleta (e confirmamos que não estávamos com o menor jeito para escolher restaurantes em Buenos Aires). Sentamos em um restaurante com cara de Outback que produz a sua própria cerveja (bom, se produz a própria cerveja aqui, deve ter uma carne boa, né?! Que pensamento foi esse?! Acho que era o cansaço de fim de viagem!). A carne era bem fraquinha, ruinzinha e nem macia era. Mas isso não estragou o nosso dia dos namorados. Não mesmo! Seguindo a dica do meu amigo argentino, fomos no Centro de Cultura de Recoleta e compramos um ingresso para ... Tango?! Não!!!! Para um espetáculo / show/ teatro/ musical (?!) chamado Fuerza Bruta. Foi uma experiência louca, linda, demais!!! Os caras já se apresentaram em vários lugares do mundo e arrasam!! Para fechar com chave de ouro, largamos a Praça Serrano e sentamos em um barzinho - em meio a tantos outros - em Recoleta. Jantarzinho com direito a velinhas na mesa e musiquinhas anos 80. Bom demais!!

13 - Estamos indo de volta pra casa. =( E assim terminamos nossa lua de mel / passeio / visitas! Com a sensação de que queremos voltar muitas outras meses nesses países vizinhos e que nos recebem tão bem. Roteiro gigante, mas resumido. Vou falar muito mesmo é nas próximas postagens! Aguardem!   

quarta-feira, abril 10, 2013

Brasileiro com muito orgulho e com muito amor?

Acho lindo e chego a me arrepiar quando vejo, principalmente em época de Copa do Mundo, os brasileiros unidos em uma só voz e em um só coro mostrando como sentem orgulho do país. Nessas horas esqueço os problemas, as corrupções, as notícias sangrentas dos jornais de cada dia e só penso em como somos privilegiados por morar nesse país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza. Que beleza! Que beleza?!

Hum, senta que lá vem polêmica!



Amo o nosso país. Em momento algum vou discordar sobre as belezas que aqui existem ou sobre a sorte que temos com a falta de desastres naturais - acho que já temos tantos desastres humanos, que não precisamos mais dos castigos da Mãe Natureza! O que não me convence, não me emociona e não me faz ser todos os dias brasileira com muito orgulho e com muito amor é a educação do nosso povo.

Somos simpáticos, calorosos, amigos e sabemos fazer carnaval como ninguém?! Sim! Somos bonitos, cheios de ginga, raça, graça? Sim! Mas também somos um povo egoísta, egocêntrico, cri-cri, que só pensa em si, em se dar bem e na boa e velha malandragem. Ah, mas esse é o jeitinho brasileiro! Não dá para ser totalmente perfeito, cada povo com sua falha, né?! Bom, discordo totalmente. Não acho que uma coisa deva compensar a outra! E acredito que já passou da hora de termos um pouquinho mais de educação.

Recebi no último final de semana amigos argentinos, apaixonados pela nossa terrinha. E qual foi a minha surpresa - melhor falar qual foi a minha vergonha, já que isso não me causa mais estranheza - quando eles comentaram meio sem entender: "Apenas cinco pessoas queriam entrar no metrô e ao invés de esperarem os de dentro do vagão saírem, ficavam se batendo na porta. Qual o motivo dessa atitude?" E então? O que responder? "Ah, é assim mesmo! Não tivemos aula de física e não aprendemos que dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar no espaço." ou ainda "Ah, é porque gostamos do calor humano!". Não dá, né?! É uma vergonha! 

As pessoas não sabem esperar, querem entrar primeiro, chegar sempre antes. Nem que para isso precisem dar um empurrão em um velhinho, ou ficar amassado no tumulto do entrar e sair de uma porta, quase um MMA subterrâneo para poder - quem sabe?! - arrumar um último banquinho no vagão que mais parece uma lata de sardinha. Esperar o próximo? Sem chance! Reclamar, sempre! Pensar em alternativas ou em maneiras de fazer melhor, nunca! 

E não é só o metrô. É o ônibus que ninguém espera o próximo e prefere ir apertadinho, mesmo sem ter lugar para segurar. É a ultrapassagem pelo acostamento nos dias de engarrafamentos dos grandes feriadões. É a esperteza de ir pelo cantinho da barca para furar a fila da subida da escada de quem fez a coisa certa. É a pressa de sempre ser o primeiro, de nunca ceder seu lugar, de não saber mais dizer um muito obrigada e de nem mesmo conseguir fazer uma gentileza!

E ainda querem reclamar dos políticos?! Antes de pensar no maior, precisamos olhar o nosso umbigo e analisar, ver o que estamos fazendo para melhorar a nossa vida e das pessoas que estão ao nosso lado. Como bem disse o meu amigo, é fácil olhar para quem está lá na política e apontar a corrupção. Apontar o dedo e dizer "o Brasil está assim porque só tem ladrão no poder". Não é verdade! O Brasil está assim porque ninguém está disposto a olhar para o próximo, apenas para si. Você pode não estar sendo acusado de participar de um mensalão, de corrupção ou qualquer coisa do tipo, mas será que não é apenas por uma falta de oportunidade? 

Quando for usar a "malandragem", o "jeitinho brasileiro", lembre-se que não tem o menor direito de apontar o dedo para prefeito, governador, deputado ou presidente. Se o povo tivesse um pouco mais de educação e quisesse um país melhor, poderia começar sua mudança para conseguir mudar algo muito maior depois. Brasileiro com muito orgulho e com muito amor? Apenas quando convém, naqueles momentos em que ainda conseguimos viver uma paixão, abraçar o próximo em uma comemoração, em uma grande torcida ou vitória. 

Mas sinceramente, isso não me contenta e acho que precisamos de muito mais do que isso!