segunda-feira, setembro 24, 2012

Que livro!

Sabe quando um livro te marca de um jeito meio inesperado? Foi isso o que aconteceu comigo nesta segunda-feira. @mor, do autor Daniel Glattauer, me deixou encantada, refletindo sobre muitas e muitas coisas e com aquela cara de boba na última página (na verdade, em várias páginas). É um daqueles romances que por vários momentos chega a te tirar o ar, que faz com que você sinta aquele frio na barriga, sabe?!

Já vi algumas pessoas dizendo que não gostaram, que acharam o livro uma porcaria. Bom, como disse para algumas amigas, acho que gosto não se discute. Não adianta. Cada um pensa de uma forma, tem seus valores, suas crenças, seus prazeres, suas experiências e suas paixões.

Esse livro do Daniel me lembrou tantas conversas que já tive com minhas melhores amigas em vários momentos da vida. Me lembrou a velha história da adrenalina que sempre buscamos para deixar tudo mais emocionante, mais gostoso. Também me fez recordar outras conversas, outras pessoas, outros momentos. Caramba! Esse livro me despertou tanta coisa! E olha que são e-mails, apenas e-mails trocados entre um homem e uma mulher. Curiosidade?! Vontade de ler a conversa alheia? Essa pode ser uma das coisas que atrai, mas para mim esses simples e-mails foram muito mais além.

Refleti sobre como pessoas que possuem uma vida plena, legal, com tudo aquilo que todos sonham em encontrar, podem ainda assim querer mais. Será que nunca estamos satisfeitos com o que temos? A grama do vizinho é realmente sempre mais verde?

E será que é sempre isso?! Ou tudo também pode ser obra do destino?! Por que um e-mail errado pode levar a tantas outras consequências?! Acho que não podemos simplesmente generalizar acontecimentos e atitudes. Existem casos e casos. Vidas e vidas.

É impossível não refletir, não relembrar, não pensar em tantos "e se...", impossível não pensar naquela "maldita adrenalina", impossível não pensar. Pensei em quantas pessoas fazem escolhas erradas, em quantas pessoas simplesmente não fazem escolhas. Imaginei quantos (poucos!) Bernhard existem por aí e senti um aperto no coração por todos eles. Pessoas que amam tanto outra, que são capazes de suportarem situações pra lá de complicadas apostando ainda naquele amor.

Parece que esse livro juntou em 184 páginas de e-mails muitas das reflexões que fiz ao longo de experiências minhas, de amigas bem próximas e da vida. Adoro livros que fazem com que eu fique pensando, pensando e pensando sobre os personagens.

Imaginei quantas pessoas possuem um "Léo" ou uma "Emmi" em alguns momentos da vida e quantos têm a coragem de se mostrar, de tornar uma fantasia em algo real, de mudarem de caminho. Será que essas pessoas existem? Será que foram felizes? Ou quando a fantasia passa para o real tudo acaba indo para o ralo? E não para por aí. As páginas e páginas de e-mails trazem reflexões sobre muitas e muitas coisas - pequenas e grandes.

E além de tudo isso, ainda dá uma vontade enorme de beber um vinho no final! Quem não fica?! Ah, Léo... Ah, Emmi! Obrigada, Daniel Glattauer por uma leitura tão gostosa, por me presentear com tantas sensações! Espero ansiosamente pela continuação! Sim, tem continuação! Mas o final desse primeiro já poderia ser um final. Afinal, foi uma escolha, não é verdade?!

O livro pode ser "simples", mas quando alguma coisa fala de amor, qualquer que seja ele, de uma maneira tão verdadeira quanto essa, por mais simples que seja, acredito que não é possível ler apenas superficialmente. Nas entrelinhas existe muita reflexão. Essas são apenas algumas, mas podem ter a certeza de que vai muito além disso.

terça-feira, setembro 18, 2012

Chat de Livro


Você ama ler? Então, o que acha de dividir com a gente toda quinta-feira a sua paixão pelo livro? Eu – Fernanda Belém - e a autora Fernanda França, iremos trazer toda semana um tema novo para a gente bater um papo sobre livros no Twitter.

Como a ideia surgiu:

A querida blogueira Claudia Bia, dona do Aprendiz de Viajante (WWW.aprendizdeviajante.com), promove toda quarta-feira, às 21h o #ChatDeViagem. É uma delícia participar e conversar sobre diversos destinos turísticos.
Por gostar tanto dessa ideia, as Fernandas pensaram na possibilidade de fazer um #chatdelivro toda quinta-feira para conversar sobre essa outra grande paixão – os livros.

E aí, quem topa participar?
Nessa quinta-feira, iremos fazer o nosso primeiro #ChatDeLivro. Para participar, basta seguir nossos perfis @nandabelem e @fernandafranca e responder as perguntas do nosso primeiro tema - Livros que te fazem suspirar - usando a hashtag #ChatDeLivro no final da frase, para que todos possam acompanhar suas respostas.

As perguntas serão numeradas. Não esqueçam também de colocar o número da sua resposta, para que todos saibam qual pergunta você está respondendo.
Está confuso? Veja como serão as perguntas e como responder:
Ex:
{host} P1- Qual foi o mocinho mais inesquecível até hoje?!
R1 – É difícil escolher apenas um, mas o Ettiene - de Ana e o Beijo Francês - está entre os favoritos! #ChatDeLivro

O legal é poder interagir com todos os que participarem do Chat de Livro e descobrir novas histórias, interesses em comum e novas pessoas que sejam tão apaixonadas por livro quanto você! Participe com a gente!
Nesta quinta-feira, às 22h, esperamos vocês!! Não esqueçam e espalhem para os amigos!

segunda-feira, setembro 17, 2012

Política é um assunto chato?

O título dessa crônica é uma pergunta que vejo em forma de afirmação quase que diariamente na internet. "Política é um saco!", "Não vejo a hora de acabar as eleições para acabar essa coisa chata!", "Não tenho saco para política!" E assim vai. Concordo com quem acha esse um período chato, pois você precisa andar nas ruas desviando de placas e de pessoas vestidas até de coração distribuindo panfletos desse ou daquele candidato. Também não gosto daqueles que vão nas nossas redes sociais pedindo um voto e mandando ver no número dele!

Mas vamos parar para pensar um pouquinho. Como podemos dizer que política é chato e depois a gente querer que alguma coisa mude? Para que a gente tenha um país, um governo melhor, precisamos entender um pouco melhor sobre política. Também precisamos conhecer mais dos candidatos, partidos... Já viram quantas pessoas votam no amigo, no vendedor da esquina, em um ex-jogador de futebol ou em um ator?! O motivo não são os projetos daquela pessoa, mas a familiaridade do rosto. E isso não é nada bom.

Política não é moda, não é lazer, não é um entretenimento. É coisa séria. Em quem você votou para vereador nas últimas eleições? Está lembrado? O seu candidato fez as propostas que divulgou? O que ele fez de bom? Merece o seu voto mais uma vez?

Claro que esse não é o assunto mais legal, mais divertido ou o mais atrativo dos últimos tempos. Mas se a gente não tiver responsabilidade na hora de votar, serão mais quatro anos da mesma coisa. Uma mentirinha aqui, um ganho ali, corrupção, dinheiro público para os fins mais obscuros. Isso não é um assunto chato assim, não é mesmo?!

Mas são todos iguais? Um pior do que o outro? Será?! Bom, prefiro ter esperança e pensar que no meio de tantos frutos podres, alguns ainda estejam bons, com capacidade de dar novas sementes e novas flores. Não entendo muito de política (partidos, alianças, aprovação de projetos), gostaria de saber muito mais e por esse motivo, procuro ler sempre que posso mais sobre o assunto. Mesmo não entendendo bem, procuro ouvir todos os candidatos e pesquisar depois. Não pego qualquer informação ou declaração e saio atirando mil pedras. Prefiro entender o que todos disseram, o que já fizeram e o que realmente podem fazer. Prometer é tão fácil!

Em tempo:

Fiquei feliz na última sexta-feira, quando encontrei amigos em um barzinho e ficamos bebendo uma cervejinha e conversando sobre política. Gostei de ver que mesmo com opiniões diferentes, votando em pessoas diferentes, estávamos lá, podendo falar de tudo, mas tirando um tempinho para falar sobre uma coisa que vai interferir em nossas vidas nos próximos anos. Você acha que não?

E gente, mais uma vez vou fazer o mesmo apelo que fiz uma vez. Você, que em um engarrafamento, ultrapassa todo mundo pelo acostamento, não faça mais isso. Não existe diferença nenhuma entre você e um político "ladrão". Você é tão corrupto e sujo quanto eles. A educação não tem que vir só de quem está aparecendo, da pessoa conhecida. Nunca teremos um país melhor, se cada pessoa não fizer a sua parte. Todo mundo cobra dos políticos, mas não fazem nem um grãozinho de areia para que as coisas sejam melhores! Vamos repensar isso aí!

E no dia das eleições, não vamos jogar nossos votos no lixo! Perder alguns minutos lendo um pouco sobre os candidatos, sobre o histórico deles e sobre as propostas, não vai fazer nenhum dedo cair, ou uma cabeça explodir. Se a gente começar a ter um pouco mais de responsabilidade, quem sabe as coisas não podem realmente começar a mudar?

Ou vocês vão continuar fazendo tudo igual para depois continuarem com as mesmas reclamações?! Vamos pensar melhor e fazer a coisa certa!!  

quarta-feira, setembro 12, 2012

Por que eu amo vinho?

Todo mundo que me conhece sabe da minha paixão pelo vinho. Preciso confessar que também adoro uma cervejinha nos dias quentes com os amigos! Já me perguntaram se gosto de beber pelo efeito da bebida ou se gosto do paladar. Respondo: Pelo paladar. Gosto do gosto do vinho (não de todos!) e das cervejas (não de todas!). Impossível gostar da cerveja? É amarga? Umas pessoas acham ruim, mas eu adoro experimentar. Já provei muitas brasileiras - as artesanais são as melhores!! - belga, alemã, francesa, japonesa, argentina (Ah, Quilmes!Hummmmm...), entre outros países que já não lembro mais. Adoro sentar no Empório para degustar. Mas o vinho...

Eu e o vinho temos uma relação quase de amor. Mas não foi sempre assim. Até os meus vinte e quatro anos, não era tão chegada nele. Na verdade, acho que tenho um pouco de trauma de uva e isso passou para  o vinho - pobrezinho! O motivo do trauma? Bom, é uma rápida história! 

Quando eu era pequena, lá pelos meus oito anos, precisei fazer uma cirurgia na boca, por causa do aparelho - acho que foi para tirar algum dente que ainda não tinha nascido - Enfim, lembro que precisei ficar uma semana sem comer nada sólido, só líquido podia forrar o estômago. Só que eu era fresquinha para comer e tadinha da minha mãe, as opções eram poucas. Não podia ser nada quente, gelado era o ideal. Logo, um depósito de picolé de uva foi montado no congelador. Passei uma semana comendo mais de um picolé de uva por dia! Depois disso, nem o cheiro posso sentir mais.

Sendo assim, cresci sofrendo com a falta de amor pela palavra uva: suco, fruta, picolé, bala, chiclete... Nada podia ser de uva. Se era, "Bléeeeeee, sai com isso pra lá". 

- Filha, não quer nem provar um vinho?! - Minha mãe me perguntava quando eu já tinha idade para beber, doida por uma companhia.

- Não! Odeio vinho!

- Como pode odiar se você nem provou?

Colocava a taça perto da boca, sentia aquele cheiro de uva e o picolé vinha na minha cabeça. 

- NÃOOOOOOOOOOO! Odeio! Não quero, não quero, não quero!

E assim, ela bebia sozinha. Se deliciava com o vinho, enquanto eu negava! Que tolinha. Quanto tempo perdi. Quantos vinhos deixei de saborear. 

Quando tudo isso mudou?

Resolvi deixar o trauma de lado e acompanhar a minha mãe em um curso de vinho para iniciantes. Aprenderíamos em dois dias sobre uvas, vinícolas, aromas, paladar e degustaríamos algumas garrafas. Topei. Foi então que tudo começou a mudar.

Acho que um curso de vinho demonstra exatamente o que significa essa bebida, tanto no que diz respeito ao seu preparo, quanto à sua alma. O curso contava com mais ou menos 20 pessoas, sentadas em mesinhas espalhadas pelo pequeno espaço da loja de vinhos. Todos sérios, cada um com seu cada um, sem compartilhar muitos sorrisos, conversas. Eram pessoas de diferentes profissões, idades e estilos. 

O curso começou e todos ficaram atentos, eu também, em tudo o que o sommelier falava. Conheci vinícolas, a diferença entre as uvas, o motivo daquele quase ritual quando um vinho é servido - olhar a cor, cheirar a bebida, provar um golinho, antes de finalmente todos serem servidos e poder beber. Descobri que aquilo não é coisa de quem se faz de entendido. Esse ritual é parte do prazer na hora de beber um vinho. Olhar a cor, ver se é bem líquido ou mais encorpado, sentir o aroma, deixar o vinho passar pela boca percebendo todos os detalhes... Hum!!!! Depois que entendi o motivo de tudo aquilo, apreciei o ritual. 

Depois de todas as explicações, havia chegado a hora da degustação. Fiquei tensa. Será que iria esquecer meu trauma de uva? Será que iria gostar daquela bebida? Eram cinco garrafas e meia taça de cada uma delas para cada um de nós. Um sonzinho gostoso começou a rolar enquanto o garçom servia as taças. Enquanto provávamos, o sommelier explicava sobre o gosto e sobre o aroma amadeirado ou de frutas frescas, florais... Comecei a gostar de perceber a diferença do paladar e do aroma de um para o outro. 

A música, a degustação, transformou a atmosfera do lugar. Todas aquelas pessoas de idades, profissões e estilos variados, começaram a compartilhar conversas, sorrisos, experiências de viagens, restaurantes... O salão que antes era bem silencioso passou a ser preenchido por vozes. Era como se todos fossem grandes amigos. O vinho tem dessas coisas.

Desde então, sempre que bebo uma garrafa de vinho, associo a bebida a música, amigos, conversas. Para mim, o vinho não é só uma bebida. Não dá para beber uma taça ou uma garrafa apenas por beber. Não é uma bebida para "noitada". Pelo menos para mim, é uma bebida para conversas, para confraternizar, para degustar, para aquecer a alma.

Um bom filme para entender essa bebida é o SideWays, que é claro que tenho na minha coleção. Pois o filme mostra exatamente essa atmosfera que o vinho traz. Amizade, troca, experiências gostosas. Cada um, cada garrafa tem uma história, tem um paladar. Viajar e provar os vinhos locais é delicioso e torna a viagem ainda mais inesquecível. 

E é por todas essas sensações que o vinho traz, que amo tanto essa bebida. E dizem algumas pesquisas que uma taça faz até bem para  o coração. Não é maravilhoso?!

Terminou o texto com vontade de beber um vinho? Eu fiquei louca por uma taça!

quinta-feira, agosto 23, 2012

Hoje é o dia do internauta...


Lembro que meu trabalho de informática na quinta série foi tentar explicar o que era a internet, que estava começando a surgir. Eu era tão acostumada com os joguinhos de DOS e amava! heheheheheh... Depois veio a internet, mas era tão cara! Quem lembra?! Só depois de mais alguns anos é que já dava para ter. Mas tinha que esperar até meia noite para poder entrar! Já que antes disso era caro pra caramba! heheheheh... E a conexão por telefone? O barulhinho?! O ICQ, Mirc, Fotolog... Tudo foi evoluindo cada vez mais rápido, né?!

Apesar de amar a facilidade e as ferramentas da internet, confesso que amava esperar ansiosamente por uma carta (no lugar da rapidez do e-mail). E era tão gostoso quando elas chegavam... Abrir o envelope, ver a letra de quem tinha escrito! 

Hoje, os nossos antigos diários viraram blogs. Os nossos cadernos com perguntas, que na verdade tinham endereço certo quando eram feitos (hehehehe - quem nunca?), viraram essas redes sociais que as pessoas podem fazer perguntas para você! As fotos deixaram de ser impressas (quem revela todas as fotos hoje em dia?) e são todas digitais...

Como estava conversando com a Márcia hoje, as paqueras da adolescência também perderam um pouco da graça com a internet. Afinal, é tão fácil usar o msn, facebook, ou o que quer q seja para falar o que não tem coragem de dizer pessoalmente, não é mesmo?! Na nossa época, eram bilhetinhos anônimos... aquele frio na barriga nas festas americanas... Ah, era tão bom!!

E esperar quase dois anos para que os filmes do cinema chegassem ao vídeo?! Vídeo, fita k7, vinil... hehehehehhhe... Tô ficando velha pra caramba! Essas coisas parecem já tão antigas... Mas eu adorava!! As crianças ainda colecionam papel de carta?!

A internet é ótima! Claro que é! Mas eu bem sinto saudade daquela época que o play era muito mais gostoso de ficar do que de frente para a tela do computador!

terça-feira, agosto 21, 2012

Relembrando - Sobre o diploma de jornalista






excelentíssimo presidente da corte ainda soltou, com toda a sua liberdade de se expressar, a seguinte declaração: “Um excelente chefe de cozinha poderá ser formado numa faculdade de culinária, o que não legitima estarmos a exigir que toda e qualquer refeição seja feita por profissional registrado mediante diploma de curso superior nessa área”. Mendes comparou a profissão de jornalista com a de um chefe de cozinha. Ele só não se deu conta de que o que um chefe de cozinha pode fazer é desagradar um cliente com uma comida ruim, ou até mesmo, prejudicar a saúde de algumas pessoas se não for um bom profissional. Já o jornalista, com sua arma, que é a escrita, pode simplesmente construir ou destruir uma pessoa, ou uma instituição. Estamos realmente fazendo comparações sensatas?

O que falar diante de tudo isso? As declarações não pararam por aí, mas chega a me doer os olhos ler e reler tudo o que foi dito durante a votação. É estranho pensar como as pessoas preferem andar para trás, ao invés de evoluir. A advogada disse ser impraticável e indesejável a exigência do diploma, citando a proliferação dos blogs. Haja paciência!

Sabe o que mais me preocupa e me deixa indignada? Essas decisões serem tomadas pelo Supremo Tribunal Federal. Como o Brasil vai conseguir caminhar dessa forma? Vamos deixar o amadorismo de lado e profissionalizar! Isso que deveria acontecer, essas deveriam ser as decisões certas a saírem de lá e das cabeças dos ministros. Obrigar as pessoas a sentar por 4, 5 anos nos bancos da faculdade e estudar teorias, psicologia, ética, um pouco de direito e praticar a profissão nos estágios supervisionados. Dessa maneira poderemos evoluir, sem isso, em que lugar vamos parar?

Agora, qualquer um pode ser jornalista. Você gosta de novela, teatro, música, política, economia, futebol? Mãos à obra! Faça a sua história. Afinal, “É uma profissão intelectual ligada ao ramo do conhecimento humano, ligado ao domínio da linguagem, procedimentos vastos do campo de conhecimento humano, como o compromisso com a informação, a curiosidade. A obtenção dessas medidas não ocorre nos bancos de uma faculdade de jornalismo”, segundo a advogada.

Meus caros ministros, esse meu desabafo está em formato de crônica, que é um texto com caráter mais literário, fazendo uso de linguagem mais leve e envolvendo poesia, lirismo e fantasia, é um texto que aproxima o leitor do escritor. Se eu não fosse jornalista e não tivesse sentado nos bancos da faculdade por vários anos, colocaria minha opinião, sem isenção, em uma matéria e a tomaria como verdade absoluta. Se não tivesse estudado ética, psicologia, se não tivesse tido a oportunidade de ter todas aquelas aulas de português, redação jornalística, nem o exemplo de todos os grandes professores que tive, se não tivesse feito o juramento ao me formar, minha liberdade de expressão me proibiria de ser tão educada e minha revolta, em forma de matéria, os mandaria para um lugar para o qual vocês realmente deveriam ir.

quinta-feira, agosto 16, 2012

Viagens e viagens

Uma coisa é certa: Gosto não se discute. Desde quando comecei a planejar uma viagem para o ano que vem, já pesquisei inúmeras informações, peguei diversas dicas, conversei com várias pessoas. Resultado: Cada um fala uma coisa. Conclusão: Nenhuma viagem é certa ou errada. Boa ou ruim por completo. O roteiro perfeito de uma pessoa pode ser o pesadelo de outra. Como? Simples, cada um tem um perfil, uma vontade, um gosto que difere - ou não - do outro. 

Aquela excursão pode ter sido um sonho para você e um pesadelo para a pessoa que estava na janela ao seu lado. Determinada cidade, estado ou país pode ser um encanto para uma pessoa e um terror para outra. Não tem jeito. Assim como filmes, livros, músicas... As viagens também precisam ter a cara de quem está viajando. 

Depois de ler, perguntar e conversar, concluí que tenho um gosto "estranho" (risos). A viagem dos meus sonhos, difere bastante da maioria das pessoas. Dessa maneira, concluí também que não devo ser uma boa companheira na hora de colocar o pé na estrada. Ainda bem que nunca me aventurei pelo mundo com um grande grupo de amigos e por sorte, todas as viagens que fiz com alguns deles foram perfeitas. Inconscientemente devo ter escolhido as pessoas certas para fazer viagens memoráveis, em lugares que poderiam ser bem bobinhos e sem grandes emoções.

O que é uma viagem perfeita para mim? Para começar é uma coisa sem estresse. Quando viajo, penso em férias! A ideia que tenho ao pegar a estrada ou o avião é de curtição, descanso e novas experiências. Chego a ficar cansada quando leio roteiros de pessoas que passam o dia inteiro andando para conhecer todos os pontos turísticos daqui ou dali. Para mim, não dá. Principalmente por não ser muito fã de pontos turísticos. Avisei que meu gosto era estranho. Mas é a verdade.

Filas me dão nervoso. Fila para um passeio? Fila me lembra banco, obrigações e não diversão.O que eu gosto mesmo é de sentir o lugar. Gosto de andar na rua observando as pessoas, os moradores, o dia a dia de quem é dali. Amo sentar para provar a comida local, a cerveja local ou o vinho (hummmmm!!). Adoro passear à noite até descobrir o lugar mais legal para curtir o fim o dia.

Não acho que é uma obrigação viajar para o exterior e entrar em todas as igrejas, museus e coisas do tipo. Moro no Rio desde que nasci e não conheço todos os roteiros turísticos daqui. Por que vou gastar meus preciosos dias em outra cidade ou país fazendo o que não tenho vontade? Só por obrigação? Só porque todos fazem?! Ah, mas eu não faço mesmo! E bato o pé.

Mas é claro que para mim, alguns dos lugares cheios de turistas são realmente imperdíveis. Quando for passear na Europa, não deixarei de maneira alguma de ir na Casa da Julieta, em Verona. Lá, com certeza vou procurar as secretárias e bater um papo em italiano (língua mais linda do mundo) com as mulheres que fazem esse trabalho fofo - responder cartinhas de apaixonadas do mundo inteiro, que pedem conselhos para Julieta sobre o amor!). Também não posso deixar de fazer toda a rota dos Beatles, em Liverpool. Como deixar isso passar? E as vinícolas?! Um sonho! Um dia inteiro de queijos, vinhos e aprendizados sobre uvas, colheitas...

Da mesma forma que acredito que quem é fã do Mickey e cia deve voltar à Disney quantas vezes achar necessário. Ou fazer a rota das igrejas, se for essa a paixão da pessoa. Ou conhecer todos os estádios de futebol do mundo (isso eu bem que queria também!).

O que acredito é que cada pessoa tem um estilo e não deve se sentir na obrigação de incluir uma coisa no roteiro só porque é o que todo mundo faz. O ideal é ler, conversar e pesquisar... Pegar dicas em blogs, com pessoas e com tudo isso, montar o seu roteiro. Do jeito que você acha legal. Provavelmente a minha viagem vai passar longe do que seria ideal para a maioria das pessoas, mas tenho a certeza de que para mim será inesquecível. 

sexta-feira, julho 20, 2012

"Eu quero ter um milhão de amigos e bem mais forte poder cantar"


"Eu quero ter um milhão de amigos e bem mais forte poder cantar" Adoro essa frase e me sinto privilegiada por ter tantas pessoas especiais perto de mim. Já ouvi algumas vezes que me entrego muito fácil, que acho que todo mundo é amigo. Mas é assim que eu sou. Já quebrei a cara?! Claro! Já me fechei por isso? Nunca! O que já ganhei de bom por ser assim, foi muito maior do que as decepções que tive. Chamo de amigo todas as pessoas que passaram de alguma forma na minha vida e deixaram a sua marca. Se elas fizeram a diferença mesmo que em apenas um dia, por que não poderia chamá-las de amigas?!

Amigo tem prazo de validade ou tempo específico para  passar a ser um? Para mim, amizade é uma troca. É quando você se doa de alguma maneira, é quando rola uma empatia, uma afinidade mesmo que de um dia, de um final de semana ou de uma vida. Me sinto tão privilegiada quando olho para trás e vejo quantas pessoas já conheci e o quanto me deram! Sorrisos, gargalhadas de fazer a barriga doer, conselhos, festas, olhares sinceros, palavras doces, noites em claro só conversando...

Bastou me dar um sorriso, que já é meu amigo! E quantas coisas boas já ganhei por ser assim! Vocês não imaginam o que senti quando no dia do lançamento do meu livro  vi aquela livraria lotada! Amigos de todos os dias, amigos de escola, amigos do primeiro prédio que morei e dos outros seguintes, amigos da faculdade, da internet... Aquele dia não sai da minha cabeça. O meu sorriso, o meu olho brilhando era por ver como a gente recebe aquilo que a gente dá. É incrível!

E as mensagens de carinho?! As conversas? Os encontros? Os desencontros? E daí que seja brega, que soe falso, que sejam muitos? Não me importo com o que parece ser! Eu amo o que realmente é. Amo ter por perto - nem que seja pela internet - todas as pessoas que já fizeram parte da minha história. Guardo com muito carinho todas as lembranças, todas as recordações da infância, da adolescência, da vida inteira! E agradeço a TODOS por terem me ajudado a construir recordações tão gostosas!! Como não poderia chamá-los de amigos?!

"Dia do amigo é todo dia". Claro que é, mas existir um dia como o de hoje, um dia especial para celebrar a amizade, deixa tudo ainda melhor. Agradeço a cada um de vocês por serem meus amigos!! Obrigada por deixarem a minha vida muito mais colorida e divertida!! Obrigada por estarem sempre presentes, mesmo que não fisicamente, mas com o coração!! =) Adoro vocês e Feliz dia do amigo!!!!

terça-feira, julho 17, 2012

Livro Novo

Quem está curioso para conhecer um pouquinho mais do meu segundo livro?! Em breve, conto mais para vocês!! Mas por enquanto... Vocês podem descobrir sobre o que vai ser a história... =D

"Férias! Camila estava preparada para curtir com todas as suas amigas o verão. Festinhas, clube, praia, churrascos... Muitas programações estavam sendo feitas para aquele período tão aguardado. Além de tudo o que janeiro prometia, Mila também não queria perder a oportunidade de conhecer melhor o menino que tanto gostava. Durante todo aquele ano, ela havia tentado de tudo para chamar a atenção do rapaz. Mas fracassou em todas as tentativas.

Rafael era um dos garotos mais bonitos do segundo ano e não dava muita bola para a Camila, principalmente por ela ser mais nova. Mas naquelas férias, sem uniforme e com seus quinze anos – finalmente – tendo chegado, ela acreditava que aquele cenário poderia mudar.

Mas como nem tudo são flores, a mãe de Camila já tinha outra ideia para o mês de janeiro: viajar. O destino? Búzios.

Além de não poder colocar em prática todas as coisas que havia pensado em fazer para conquistar o coração do Rafael, Mila também teria que conviver com uma menina que era o oposto de todas as suas amigas: a Juliana.

Arrasada, Camila foi para Búzios acreditando que aquelas férias seriam as piores da sua vida. Ela só não imaginava que pudesse se surpreender tanto.
O que aquele verão reservava para ela?

Novas amizades, calor, praia, risadas, micos e muitos, muitos frios na barriga.

Quem nunca viveu um amor de verão poderá descobrir com a Camila como é passar por essa experiência que tem cheirinho de protetor solar, gosto da água salgada do mar e que dá vontade de viver de férias para sempre. Quem sabe como é sentir tudo isso, com certeza terá prazer em relembrar daquele pôr-do-sol e daquelas noites estreladas de um verão qualquer.

Apaixone-se!"

segunda-feira, julho 02, 2012

Sobre o Louca Por Você!

Quer saber um pouco mais sobre o que as pessoas estão achando do Louca Por Você?! Confiram as resenhas:


































Em breve publico outras... =)