segunda-feira, dezembro 03, 2012

Começando as reflexões dos meus quase trinta anos!


Acho tão chatinha essa mania que a maioria das pessoas tem! Se eu sou jornalista cultural, só posso andar com quem também escreve sobre teatro ou música ou cinema. Se sou jornalista esportiva, só ando com jornalistas que cobrem esporte. Se sou escritora, só ando com amigas escritoras. Acho que é por isso que eu gosto de flutuar entre um trabalho no futebol, um trabalho no teatro e outro na literatura. 

Namoro um arquiteto. Minhas grandes amigas são advogadas, professoras de educação física ou outra profissão qualquer. Não gosto de pertencer a apenas um grupo de pessoas. Gosto de todo o tipo de gente. Adoro conversar e descobrir coisas que nem imaginava. Amo cerveja, chocolate e vinho. Para cada bebida, um lugar diferente e diferentes grupos de amigos. Não entendo quem diz que prefere ter poucos e bons amigos. Acho que podemos ter muitos e bons também. Números não dizem se são verdadeiros ou não
. As atitudes é que vão provar isso. 

Adoro reencontrar amigos da infância, dos prédios que morei, das escolas que estudei e da faculdade. Ninguém se encontra para competir. Os encontros são para rir e relembrar momentos inesquecíveis. E consequentemente, para trazer novos momentos.

Apesar de ter muitos, nunca acho que é o suficiente. Não que os meus amigos não me bastem. Claro que eles já me completam de uma maneira incrível! Mas eu adoro conhecer novas histórias, construir novas amizades. Faço amigos em palestras, férias, internet. Roubo até amigos dos amigos (rs!!). Quer dizer, roubar não! Pego emprestado. E esses viram amigos de verdade, "amigos para sempre". E quando eu gosto, gosto mesmo! Não importa se é uma amizade que está sendo construída agora ou se é velha. Todos têm o mesmo valor, até que se prove o contrário.

Se já quebrei a cara, me decepcionei? Claro que já! Mas e daí?! Já ganhei muito mais que perdi! E é isso o que importa. Me sinto feliz e muito sortuda por ser rodeada de amigos como vocês! 

Gosto de pessoas, de conversas, de mudanças, de todo o tipo de gente. Como bem disse Pedro Bloch em uma certa entrevista para Clarice Lispector: "Eu gosto mesmo é de gostar".

quinta-feira, novembro 22, 2012

Chá com Mussolini

Mais uma dica que veio de um blog: Viagem para Mulheres. Estava navegando pelo site da querida Flavia Mariano e vi a dica para esse filme - Chá com Mussolini. Confesso que tenho uma queda por capas e fiquei realmente encantada com essa. Resolvi alugar e não me arrependi. 

Chá com Mussolini é um filme carregado de arte, conversas e acontecimentos que nos fazem pensar sobre as atitudes que temos ou que deveríamos adotar em determinados momentos da vida. Também nos faz refletir sobre como o homem faz guerra por motivos tão absurdos e o prejuízo que essas atitudes egoístas trazem para a vida de pessoas do bem.

Apesar de ficar encantada com praticamente tudo, o finalzinho me fez romancear algo muito maior. Não vou contar nenhuma parte do filme para falar sobre isso. Na verdade, o que me fez viajar foi imaginar como um lugar - um muro por exemplo - é carregado de histórias. Chá com Mussolini acontece na Itália, mais precisamente na região da Toscana, o cenário é maravilhoso, mas para as minhas divagações poderia acontecer em qualquer outro lugar.

O que me fez esquecer o filme por alguns minutos e mergulhar nos meus pensamentos foi pensar em como lugares por todo o mundo guardam histórias de tantas pessoas de diversas épocas. Imaginem um banco de uma praça, um muro de uma casa antiga... Quantos casais apaixonados estiveram por ali? Quantas declarações, brigas, inícios e finais de romances aconteceram naquele mesmo lugar? Não é inspirador imaginar?!

Acho que é por isso que em uma viagem o que me atrai não são os principais pontos turísticos. Sou atraída para os lugares mais doces, mais românticos, mais carregados de acontecimentos do cotidiano do que de História. No lugar da casa de Ernest Hemingway, por exemplo, preferiria conhecer os bares que ele sentava para beber e se inspirar. 

Não sei se é coisa de escritora, de Fernandas, de aquarianas, de pessoas românticas ou se é apenas uma coisa minha mesmo... Mas prefiro tudo que  me é ofertado para imaginar a ter uma coisa já mastigada, ali bem na minha frente, pronta para ser contada pelos meus olhos. Saber o lugar que um ídolo dormia, comia, morava, não é a mesma coisa que sentar no banco que ele também sentou quando quis refletir sobre um trabalho ou um amor. 

Gosto de imaginar o que a pessoa sentiu estando ali. Já não acho tão interessante ver a maneira que ela vivia e as coisas que ela tinha. Imaginar sensações e sentimentos é mais gostoso, acho que me faz ficar mais próxima da pessoa do que se eu conhecer a casa que ela morou. Nem sempre a nossa casa mostra como somos, mas o lugar que gostamos de estar para conseguir uma inspiração fala muito mais sobre nós mesmos. Concordam?

Por isso, muitas vezes um muro e um banco me atraem mais que um museu. As histórias me atraem mais que a História. As sensações me chamam mais atenção do que os fatos. Sou a única que pensa assim?!

Bom, toda essa reflexão por causa de uma cena do filme. Acho que esse final de ano está me deixando mais inspirada. Assim como segui a dica da Flávia e aluguei Chá com Mussolini, se alguém já tiver assistido ou se empolgar para ver, não deixem de me contar o que acharam! 

Fiquem com o trailer - não achei nenhum legendado - e até a próxima!



quarta-feira, novembro 21, 2012

Recebendo amigos

A internet é uma ferramenta MARAVILHOSA, não é mesmo?! Podemos usá-la de todas as maneiras e para diversas finalidades. Como trabalho no computador, adoro usar os momentos "vagos" navegando por aí. E foi dessa maneira que descobri alguns blogs bem legais, com ótimas dicas.  

Aproveitei uma dessas dicas para o feriadão! Como adoramos receber amigos aqui em casa, caprichar nos petiscos é um trabalho prazeroso. Mas como fazer?! Queria ter ideias de frios para acompanhar o vinho. Já é comum quando tenho visitas preparar uma bruschetta deliciosa, mas dessa vez, minha mãe preferiu servir apenas queijos antes do jantar. E o resultado ficou assim:


A ideia da Mussarela de Búfala com Tomate seco foi "copiada" do Blog da Jé! Assim como o presunto de parma na torradinha. Fica uma "apresentação" muito bonitinha para os convidados e é bem fácil de montar. Minha mãe se empolgou com as imagens que salvei dos blogs e colocou a mão na massa.

O que eu teria feito de diferente? 

A toalha. Deixaria sem a toalha. E colocaria as travessinhas com um sousplat por baixo. Também colocaria em outro tipo de travessa. Não gosto dessas com o fundo colorido. Por esse motivo, já estou preparando a minha coleção de panelinhas da Le Creuset. As petites casseroles são muito fofas e acho que combinam bastante com uma decoração de mesa, servindo aperitivos - azeitona, queijinhos com orégano, etc...

Não ficou do jeito que eu faria, mas foi uma noite extremamente agradável. E é isso que importa no final de tudo! Minha mãe ainda demonstrou os dotes culinários com uma receitinha de filé mignon que eu acho que a Roberta do Blog com Receitas vai amar!!! =)

Além da comida que ficou deliciosa, o ponto alto da noite foram os vinhos! Hummmmmmm... Bebemos três da Vinícola portuguesa - Quinta De La Rosa. Todos estavam divinos! O principal foi o "Passagem" - PERFEITO! Para quem aprecia um bom vinho, vale seguir a dica!

Em breve vou falar sobre a degustação que fizemos com a dona da vinícola e falo mais sobre os vinhos apresentados. 

Até breve!

segunda-feira, novembro 19, 2012

Resultado do sorteio + Comemoração de 1 ano

É, galera! Parece que foi ontem, mas na verdade ontem completou um ano de um dos dias mais importantes e mais felizes da minha vida: o lançamento do meu primeiro livro. Lembrei de toda expectativa que senti durante o dia inteiro, esperando pela noite mais marcante de todas. Foi tão especial quando cheguei ao Plaza e vi os meus livros em destaque na Saraiva! Como não ficar emocionada?! Junto com Ha
,Verônica Jensen e Natália Guedes Moreira não conseguia parar de sorrir! Eles foram os primeiros a estar comigo naquele dia tão especial.

Minha pergunta para a Natália durante toda a semana: Será que vai dar gente? Será que vai ter pelo menos umas 30 pessoas?! E fazíamos contas de quantos amigos iriam certo... Mas o que aconteceu, eu não imaginaria nem nos meus sonhos!

No dia 18 de novembro, não foram 30 amigos. Na verdade, foram mais ou menos 200 pessoas. Amigos que eu não via todos os dias, amigos de prédios que morei, das escolas que estudei, amigos de amigos, amigos do Vi, da faculdade, da vida... E o mais legal era ver como todos estavam torcendo, como todos estavam felizes comigo, por mim! =) Indescritível e inesquecível aquela noite!!

De lá pra cá a literatura só me deu mais coisas boas! Conheci blogueiras literárias que passei a adorar! Fiz novos amigos e conheci minhas amigas e parceiras Cris MottaLu PirasHelena Andrade,Marcia RubimCarolina EstrellaMallerey Cálgara eMonique Lavra que estão realizando junto comigo um sonho antigo: levar os livros e a literatura para as escolas. É um trabalho lindo!!!

Um ano de sonho realizado e outros para conquistar. Fico feliz demais de saber que tenho amigos como vocês!!! É muito bom saber que tantas pessoas gostam da gente, que todo o carinho que damos recebemos de volta e que posso dizer que sou privilegiada por ter TANTOS bons amigos!!!!! =) Obrigada!!!!!!!!!!! =) E que venha o próximo livro!





Vamos ao resultado do sorteio?! Quem ganhou foi...





Lili Bollero!!! =)





http://beta.sorteie.me/r/EX2





Em breve, mais promoções!! Fiquem ligados!

quarta-feira, novembro 14, 2012

Blusinhas lindas!

Navegando pela internet acabei achando na loja Yafá três blusinhas que fiquei APAIXONADA!!!!

Não sou muito ligada em moda, confesso. 

Muito menos em marcas. Não fico louca, como a maioria das meninas fica com as lojas mais badaladas. Na verdade, até fujo dessas. Acho um saco quando vamos a um lugar, uma festa, ou alguma coisa do tipo e encontramos outra pessoa com a mesma roupa. Prefiro encontrar marcas desconhecidas, novas ou de outros lugares.

ADOREI as coisas escritas nessas três blusinhas. Como não sou tão fã da série Gossip Girl, até dispensaria essa! Mas a da Birkin Bag (meu sonho de consumo) está quase me fazendo tirar o cartão de crédito da carteira. 

Fofíssima! 

E vocês? O que acharam?!




Cuide bem das suas lembranças

"Cuide de todas as suas memórias (...) Pois não poderá revivê-las."

Uma pena, não é mesmo? Quem nunca se pegou querendo visitar um lugar do passado, uma situação inesquecível ou um momento que o relógio levou embora? Enquanto a máquina do tempo não for inventada, essas lembranças tão especiais só poderão estar novamente no presente dando uma volta pela memória ou olhando os álbuns de fotografia, descobrindo em gavetas ou baús as agendas e cartas que não se perderam. 

Lembro que quando ainda era uma menina, no auge dos meus quinze anos, passei por uma "lição" que nunca mais esqueci. Alguém me disse que não se deve jogar fora fotos nem cartas, pois aquela situação - qualquer que seja ela - só será vivida uma vez. Você não vai ter mais aqueles segundos para fazer a mesma pose e pode nunca mais ter a oportunidade de tirar uma foto com aquela pessoa. Também não receberá mais aquelas palavras - boas ou ruins - nem mesmo aquela letra será igual. 

Mesmo com toda a minha rebeldia adolescente, guardei aquelas palavras. Ainda naquele momento, me arrependi de fotos rasgadas e cartas amassadas, jogadas em uma lata de lixo qualquer. E se eu nunca mais tivesse a oportunidade de ver aquelas pessoas?! Quantos são os que passam pela nossa vida apenas por uma estação, por um dia, por algumas horas?! Seriam essas dispensáveis?! Mas e se renderam um bom papo, um momento delicioso, uma risada gostosa? Ainda assim são irrelevantes?

Conversando com uma amiga recentemente - hoje, para ser mais precisa - , descobrimos que discordamos nesse sentido. Para ela, o que passou, passou! Não é necessário guardar nada. Para quê?! Fiquei refletindo sobre o que me levava a pensar tão diferente e foi então que... Eureca!... aquela voz do passado ecoou na minha cabeça, me fazendo entender o motivo de gostar de conservar todas as lembranças e pessoas. "Você nunca mais vai ter esse momento".

Pode ser uma besteira, como pode ser também coisa de escritora - vai saber?! - mas gosto de revisitar lugares e pessoas. Gosto de saber que em um lugar da minha casa, estão pedacinhos da história da minha vida. Pedaços de mim, pedaços de outras pessoas que me preencheram de alguma forma - amigos, colegas, alguém .... -. 

Outra amiga uma vez disse que não se arrependia de ter feito "a limpa" no armário. Nos sacos de lixo foram embora agendas, álbuns, histórias. Naquele momento, ela dizia ser suficiente guardar tudo aquilo apenas nas recordações da memória e do coração. Hoje, ela se arrepende. Sente falta do que nunca mais vai poder rever. Cores deram lugares a borrões. Borrões que ficarão ainda mais manchados com o passar do tempo. Quem consegue lembrar de todos os detalhes de toda uma vida para sempre? Difícil! 

Por isso guardo letras, cores, fotos, relatos, cartas, cheiros, questionários, agendas, pedacinhos de momentos. Quero poder olhar sempre que tiver vontade e lembrar de tudo o que fez de mim quem eu sou hoje. E isso é tão bom! Se você estiver lendo e se chegou até aqui, aí vai um conselho... 

"Conserve suas lembranças! Não jogue fora cartas nem fotos. Você nunca mais terá um momento igual ao que passou. E nem sempre a memória é suficiente."   

segunda-feira, outubro 15, 2012

Campanha: Entre Linhas e Letras no Programa do Jô!


Bom dia, queridos!!

Como alguns de vocês já sabem, faço parte do grupo literário - Entre Linhas e Letras. Desde quando criamos o grupo temos como um dos principais objetivos visitar escolas. A ideia é estimular crianças e adolescentes a se interessarem pelos livros. Como somos apaixonadas pela literatura, detestamos ter que ler todo ano as estatísticas de leitura do Brasil e as manchetes que dizem "O Brasil é um país de poucos leitores". 

Por isso, queremos contar com a ajuda de vocês para que a gente consiga chamar a atenção de outras pessoas e de empresas, para que nos ajudem a levar nosso projeto para os lugares mais carentes e necessitados do Brasil. Nada melhor do que a TV para isso, não acham? Imaginem uma entrevista no Jô?!

Queremos contar com a ajuda de vocês!! Se perderem 5 minutinhos para enviar uma sugestão de pauta para o programa, podem nos ajudar bastante. O link, é esse: http://formsredeglobo.globo.com/Portal/forms/Formulario/0,,18305,00.html

No contato, podem colocar o e-mail do grupo: Entrelinhaseletras@yahoo.com.br

Conheçam nosso projeto:

Oito autoras e uma paixão

Carolina Estrella, Cris Motta, Fernanda Belém, Lu Piras, Marcia Rubim, Mallerey Cálgara, Monique Lavra e Helena Andrade, se conheceram no mundo da literatura e resolveram se juntar, para espalhar o prazer de ler pelos quatro cantos do Brasil. As oito meninas são autoras de romances lançados recentemente.
Apaixonadas pelos livros, as escritoras decidiram se unir para levar esse amor adiante. Não queriam ficar paradas, apenas escrevendo. Sentiam que precisavam fazer mais. Foi dessa maneira que criaram o grupo Entre Linhas e Letras.

Depois de muitas conversas, definiram o principal objetivo daquela parceria: Divulgar para crianças e adolescentes o prazer de ler. O valor cobrado para visitar escolas? Zero. As autoras, que possuem outras profissões além da literatura, fazem tudo pela paixão e pela vontade de transformar o Brasil em um país de mais leitores.

O grupo visita escolas e conversa com muitos meninos e meninas sobre como ler pode ser legal e como a leitura pode ajudar na vida pessoal e profissional de cada um. Depois as autoras realizam uma oficina de escrita e fazem com que os alunos tenham que colocar a mão na massa para fazer uma boa história. As mais criativas e bem estruturadas, são premiadas com livros.

Esses encontros com os alunos nas escolas parecem estar mesmo dando algum resultado. As diretoras afirmaram que a maioria dos alunos faz fila na biblioteca para ler os livros doados pelo grupo Entre Linhas e Letras e que depois voltam para pegar mais e mais livros.


quinta-feira, outubro 11, 2012

O dia em que John Lennon morreu

Terminei o livro "A última entrevista do casal John Lennon e Yoko Ono" e o que posso afirmar é que NUNCA mais vou ouvir as músicas dos Beatles da mesma maneira que ouvi até hoje. Outra constatação: Se John nunca tivesse dado essa entrevista para a Playboy ou para qualquer outra revista, provavelmente ainda estaria vivo ou teria ele mesmo tirado a sua vida com drogas ou com um momento de total fraqueza, que o levaria a uma atitude sofrida e covarde.

Antes de mais nada, explico que amo os Beatles, mas passo longe de ser uma "Beatlemaníaca". Não sei com detalhes a história do grupo, muito menos a particularidade de cada um daqueles garotos de Liverpool. O que sei é que cresci ouvindo aquelas músicas e por esse motivo, virei uma fã apaixonada. Tão apaixonada que me emocionei em grande parte do show de Paul McCartney, que tive o privilégio de assistir no ano passado, como contei aqui! 

Esse livro, foi o meu primeiro contato com uma história mais profunda daqueles garotos que apesar de não fazerem parte da minha geração, sempre me deixaram encantada. Confesso que comecei sentindo uma profunda admiração por John Lennon ao ler suas primeiras considerações sobre trabalho e amor. Quando foi perguntado sobre o amor, ele disse ao repórter que este é como o carma. "Se você não faz as coisas certas durante esta vida, tem de voltar e passar por tudo isso outra vez." 

De acordo com Lennon as pessoas tendem a abandonar o barco nos momentos de dificuldade, mas ele lembra que toda relação vai passar por altos e baixos e um dia - se você tiver a sorte de encontrar outra pessoa especial para você - terá que enfrentar os problemas. Caso contrário, a vida será cheia de relacionamentos frustrados e nenhuma história profunda de amor. 

Com esse pensamento, acreditei que teria uma profunda história de amor e entendimento com John no decorrer do livro. Mas não foi bem isso o que aconteceu. No decorrer da entrevista, fiquei completamente irritada e com raiva dele. O motivo? Vários. No primeiro momento, Lennon fala que após ter conhecido Yoko, ele teve forças para fazer o que já estava com vontade antes - largar os Beatles. Até aí, tudo bem. É até compreensível. Afinal, quantas vezes percebemos que chegamos ao fim de um trabalho e que se insistirmos nele já não será mais com prazer?

O problema não foi esse, mas a forma como John Lennon falou sobre isso. Ele se referiu aos Beatles como "aquela velha turma que você passa, diz um tudo bem?" e depois já não tem nada mais para dizer ou para compartilhar.  Não é um pouco estranho imaginar que aquele grupo, que encantou o mundo e diversas gerações com suas músicas tivessem tão pouco a dizer um ao outro?

Conforme a leitura prossegue, percebe-se que John mudou completamente ao encontrar a Yoko e que o fim dos Beatles parecia ter ocorrido mesmo por conta disso. A maneira como Lennon fala - muitas vezes com desdém, outras com ironia - sobre essa época da sua carreira, chega a doer em quem gosta tanto deles. 

Cheguei a ficar indignada em muitos momentos. Senti raiva do John e uma vontade enorme de lhe dizer algumas verdades. Mas continuei, prossegui a leitura, blasfemando contra ele, mas seguindo em frente. Li Lennon falando sobre Paul de uma maneira que beirava o sarcasmo "Ele nunca fez nada de bom, não sabe escrever letras". Como assim?! Mais uma vez a ira se instalava em mim. Desabafei nas redes sociais e amigos disseram "ele não sabia o que estava falando", "estava drogado", etc, etc, etc... 

E então, seguindo com aquelas respostas, comecei a perceber que Lennon não tinha raiva de Paul, como tentava demostrar que tinha na entrevista, mas nas entrelinhas o que se via era mágoa. A mesma que ele sentia pelo abandono de sua mãe. Chegou a ser doído ler como ele fala que não lhe faltou amor e compreensão sobre a decisão de sua mãe de o deixar com a tia mais velha. Claro que ele não compreendeu. Aquilo doeu nele e o deixou com uma mágoa tão profunda que ela resvalou para seu pai - que depois de desaparecer, "só apareceu quando ele estava rico e famoso", dos seus amigos do grupo e a mesma mágoa que deixou como herança para o seu filho Julian, que ele desejava que "conforme o menino fosse ficando mais velho, poderiam se comunicar, ter mais contato e assim o filho poderia entender o motivo dele ter partido". Só que o mais tarde nunca chegou.

Dessa forma, deixei a raiva de lado e terminei o livro com o coração apertado. Creio que Lennon enxergou em Yoko um sentimento que por toda a vida lhe escapou. Um amor de uma mulher que não era bem um amor de casal. Tanto que um dos "apelidos carinhosos" que ele lhe deu, foi de "mãe". Mãe de "Sean", que foi o fruto do amor dos dois, mas será que não era também um sentimento de adoração por uma imagem da mãe que ele não teve?!

E por que comecei dizendo que se ele nunca tivesse dado essa entrevista, talvez ainda estivesse vivo? Bom, um dia depois da revista ter ido para as bancas, Lennon foi assassinado. Se eu, que sou apenas uma fã das músicas, senti raiva com o que ele falou sobre os Beatles, imaginem o que aqueles "loucos" - como ele chamava os fãs do grupo - sentiram. E assim, um fã acabou com a vida dele. Talvez por ele ter dito que os Beatles não teriam a menor chance de voltarem a tocar juntos, que aquele grupo já não existia mais.

Sem essa declaração, talvez Lennon continuasse a existir e talvez tivesse completado seus 72 anos nessa semana. Mas infelizmente, não foi o que aconteceu e a imagem daquele grupo fica apenas na memória dos que viram e no coração de todos os que se encantaram. Se John não tivesse partido, quem sabe ele não teria amadurecido, superado o maior abandono de sua vida e hoje pudesse estar nos palcos com Paul?! Impossível?! Não sei. Não tem como saber.

Só sei que agora, mais ainda do que antes, sinto uma enorme saudade desse grupo que não cheguei a ver. Sinto ainda mais saudade de uma época que não foi a minha. E sinto uma enorme tristeza por saber que Lennon deixou esse mundo ainda com o coração de um menino e carregando uma mágoa que nunca o libertou. Que nunca o deixou ser realmente feliz. Que pena! 

segunda-feira, outubro 01, 2012

Promoção de um ano!!

Quer ganhar um exemplar do livro Louca Por Você?! É fácil, fácil!!!




Sinopse do Livro:

O que acontece quando um reencontro desperta um sentimento que você acreditava já ter esquecido?

Renata achava que precisava apenas de um pouco de agito no namoro com Rodrigo. A rotina dos três anos de relacionamento havia acabado com todo tipo de frio na barriga e até mesmo com a paixão. Mas como agitar uma pessoa que parece não querer sair do lugar?

Desesperada por mais emoções nos seus vinte e poucos anos, Renata decide mexer com o passado. De repente, o simples envio de um convite de aniversário para o antigo namorado faz o mundo virar de cabeça para baixo. Renata encontra no ex a adrenalina que tanto sentia falta.

O problema? Ele também era comprometido. Entre e-mails, amigas, brigas, confusões, encontros, desencontros, ciúmes e tentações, Renata tenta amadurecer e espera tomar a decisão certa.

E aí, gostou?!

Então, participe da promoção!

Regras do sorteio:

1 - Para participar precisa morar no Brasil

2 - Precisa dar RT na frase: Quero ler o livro Louca Por Você, da @nandabelem! Siga a autora, dê RT e participe do sorteio também - http://kingo.to/1bVO

3 - Precisa seguir o twitter: @nandabelem

4 - Após o resultado do sorteio, o vencedor tem até 48h para responder a DM. Caso não responda, um novo sorteio será realizado.

A promoção começa nesta segunda-feira: 01/10 e termina no dia 19/11 - aniversário de 1 ano do lançamento do livro.

O sorteio será realizado pelo site - Sorteie.me


Viu como é fácil? Corra e participe!


Ficou interessado no livro? Não deixe de adicionar na sua estante do Skoob: http://www.skoob.com.br/livro/186949-louca-por-voce


Siga a página do Louca Por Você no Facebook - https://www.facebook.com/LivroLoucaPorVoce


terça-feira, setembro 25, 2012

Falando de livros

Aproveitei para refletir um pouco sobre os livros. Depois de muito pensar, concluí uma coisa: O que mais me atrai nos livros não é uma "grande história", algo cheio de ensinamentos, lições, isso ou aquilo. O que mais me atrai em um livro é a sensação que aquela história, aqueles personagens provocam em mim. 

É sempre assim com os livros da Nora Roberts, por exemplo. Praticamente todas as histórias dela foram marcantes para mim. Mas ela escreve sobre alguma coisa muito importante? Não! Ela fala sobre amor, desejo, vontades, família, rotina e a fuga dessa rotina. O que torna o livro bom? As sensações, a identificação com um personagem, com um sentimento, com um lugar.

Não importa quantas lições tenha um livro, quantos ensinamentos, se ele é muito fofo, lindo. Se não me provoca sensações, não entra na minha lista de favoritos. Não que desgoste desses. Apenas não são livros inesquecíveis.

Por que Rosamunde Pilcher é tão querida por mim? Por todas as sensações que ela sempre me provocou. Vontade de conhecer a Cornualha, na Inglaterra; vontade de experimentar o chá da tarde, de beber vinhos, de me entregar mais, de comer uma linguicinha com bacon e cebola! O mesmo com a Nora e com a Barbara Delinsky.

Ah, e o que falar do fofíssimo Anna e o Beijo Francês?! Livro lindo, inocente, simples. Poderia ser apenas mais um na minha estante, mas não é. Aquele livro para adolescentes me faz suspirar toda vez que olho para ele. Que meu noivo me perdoe, mas até sonhar com o Etienne eu já sonhei. Fazer o quê? Os personagens são apaixonantes! E o mesmo aconteceu agora com @mor!

Como disse outro dia, todos falam dos livros do Nicholas Sparks (ok, são lindos!) e todo mundo me recomendou "O Diário de Suzana Para Nicolas". Depois de terminar de ler esses, a sensação que tenho não é daquelas de tirar o ar, de perder o fôlego. Me sinto triste, deprimida. Esses com lições, mas cheio de doenças e mortes não são as minhas maiores paixões. Achei perfeita a colocação de Bibi Ferreira, quando ela disse "Tristezas já bastam as da vida". 

O que gosto nos livros é daquele gostinho de paixão, é da vontade de sentir sempre um pouco mais. De flutuar, de conhecer mais e mais o amor. De perceber por outros olhos novas descobertas, outros sonhos. Adoro o que é leve, gostoso. 

Acredito que é por esse motivo que as opiniões são sempre diferentes. Por isso que uns amam uns livros que outros odeiam, e o contrário também. Certo, errado? Acho que isso não existe. O que existe é um livro certo para cada um, não um livro certo para todos!